Transtorno Dissociativo de Identidade e seu mecanismo complexo de defesa: uma revisão integrativa da literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-089Keywords:
Transtorno Dissociativo de Identidade, transtorno psiquiátrico, saúde mentalAbstract
O Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) é uma condição psiquiátrica complexa caracterizada pela presença de duas ou mais identidades distintas, frequentemente associada a traumas intensos na infância, especialmente de natureza física e sexual. O TDI resulta na fragmentação da personalidade central, com a formação de “alters” como mecanismo de defesa. Esta pesquisa, por meio de uma revisão integrativa da literatura, analisou aspectos clínicos, neuropsicológicos e terapêuticos do transtorno. Os achados mostram que há alterações neurobiológicas, como a redução do hipocampo e da amígdala, áreas críticas para memória e regulação emocional. O diagnóstico do TDI é desafiador pela sobreposição de sintomas com outros transtornos psiquiátricos, necessitando de uma abordagem interdisciplinar. Além disso, o estigma e o subdiagnóstico são comuns, especialmente em regiões com baixa conscientização. O tratamento mais eficaz envolve psicoterapia, com abordagens como a terapia comportamental dialética e a Terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR sigla em inglês). No entanto, a resposta ao tratamento varia entre os pacientes, devido à resistência de algumas personalidades em cooperar. A pesquisa contínua é essencial para facilitar diagnósticos precoces e intervenções mais eficazes, além de promover maior compreensão e aceitação social do TDI. Biomarcadores neurobiológicos também podem ser úteis para diagnósticos mais precisos e terapias individualizadas.
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