Quem são as mulheres que mais sofrem com a mortalidade materna no Brasil?
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-085Keywords:
gravidez de alto risco, mortalidade materna, epidemiologia, cuidado pré-natal, período pós-partoAbstract
A gestação é um período único na vida da mulher, mas pode apresentar desfechos negativos, especialmente em casos de alto risco. A mortalidade materna, nesse contexto, é um importante indicador da qualidade da assistência obstétrica. Nisso, este estudo teve como objetivo analisar, de forma quantitativa, os óbitos maternos no Brasil entre 2013 e 2023, a partir de dados disponíveis no DATASUS. Foram investigadas variáveis como número de óbitos por ano; distribuição por região, faixa etária, estado civil, etnia, escolaridade; causas obstétricas diretas e indiretas e etiologia segundo o CID-10. A média anual de óbitos no período foi de 1.718. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores coeficientes de mortalidade. As faixas etárias com maior mortalidade foram 50–59, 40–49 e 30–39 anos. Os cinco CID-10 mais comuns com etiologia específica foram: O15 (eclâmpsia), O14 (hipertensão gestacional com proteinúria), O72 (hemorragia pós-parto), O88 (embolia obstétrica) e O85 (infecção puerperal). Contudo, os códigos mais frequentemente registrados foram O99 e O98, que não indicam causa específica. Gestantes pretas apresentaram o maior coeficiente de mortalidade (118,65), seguidas por indígenas e pardas. A ausência de escolaridade foi associada ao maior risco (283), seguida por 1–3 e 4–7 anos de estudo. Além disso, gestantes viúvas e separadas apresentaram maior mortalidade em relação às demais. Os resultados demonstram que determinantes sociais como etnia, escolaridade, estado civil e região geográfica influenciam diretamente o risco de morte materna, evidenciando a necessidade de políticas públicas mais equitativas.
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