Depressão e transtorno de ansiedade em idosos institucionalizados: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-084Keywords:
idoso, depressão, institucionalizado, instituições de longa permanência para idosos (ILPIs)Abstract
Devido ao progressivo aumento da expectativa de vida e ao declínio nas taxas de fecundidade e mortalidade, a pirâmide etária brasileira vem experimentando uma contínua inversão nas últimas três décadas, indicando um ritmo acelerado e intenso de envelhecimento populacional. O objetivo do presente trabalho é conhecer os fatores associados à ansiedade e depressão em pessoas idosas institucionalizadas. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, a partir da necessidade de avaliação de artigos que contemplasse a depressão e ansiedade no idoso institucionalizado. Utilizou-se as bases de dados Arquivos de Psiquiatria, Brazilian Journal of Development, Cadernos de Saúde e Sociedade, Ciência e Saúde Coletiva, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Revista de Enfermagem, Revista Enfermagem UERJ, SciELO e World Health Organization. Foram utilizados os descritores “idoso”, “depressão”, “ansiedade”, “Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs)” e “institucionalizado” para a busca, obtendo-se um total de 439 artigos, onde apenas 31 eram em texto completo. Destes, fizeram parte da amostra apenas 19 artigos, pois os demais não se trataram de pesquisas direcionadas ao objetivo proposto. Quanto aos resultados, os 19 artigos selecionados abordaram diferentes fatores associados à ansiedade e depressão em idosos institucionalizados. A análise desses estudos revelou algumas tendências significativas. A maioria das pesquisas indicou que os idosos apresentam taxas elevadas de algum tipo de transtorno mental, com prevalência de aproximadamente 14% dos adultos com 60 anos ou mais. Conclui-se que a saúde mental dos idosos institucionalizados é uma preocupação crescente no contexto do envelhecimento populacional. A alta prevalência de depressão e ansiedade neste grupo indica a necessidade urgente de estratégias de intervenção que abordem não apenas os fatores individuais, mas também o ambiente institucional em que vivem. O fortalecimento da rede de suporte social, a promoção de atividades que estimulem o engajamento e o bem-estar dos idosos, assim como a capacitação dos profissionais de saúde e cuidadores, são ações essenciais para mitigar os efeitos negativos, proporcionando impactos positivos na saúde mental dos idosos.
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