Hidradenite supurativa: epidemiologia, fisiopatologia, manejo clínico e perspectivas futuras

Authors

  • Isabele Caroline Oliveira Almeida
  • Bruna Peón de Sá Gouveia de Freitas
  • Isabella Tiemi Auchan Kanashiro
  • Júlia Romeiro Lopes Guerra Cabral
  • Raquel de Oliveira Brito

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-076

Keywords:

hidradenite supurativa, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A hidradenite supurativa (HS) é uma doença inflamatória crônica e recorrente que compromete intensamente a qualidade de vida dos pacientes, caracterizando-se por nódulos dolorosos, abscessos, cicatrizes e formação de trajetos fistulosos. Sua prevalência varia entre diferentes regiões, sendo mais comum em mulheres jovens após a puberdade. Apesar de sua relevância epidemiológica, muitos casos permanecem subnotificados, tanto pelo atraso no diagnóstico quanto pelo estigma social que acompanha a condição. No âmbito da fisiopatologia, a doença é resultado de uma interação complexa entre predisposição genética, fatores ambientais e desregulação imunológica, levando à obstrução folicular e a um processo inflamatório persistente. O envolvimento de citocinas pró-inflamatórias desempenha papel central na perpetuação do quadro, contribuindo para o dano tecidual progressivo e para a manutenção da cronicidade. Embora avanços tenham ocorrido na compreensão dos mecanismos moleculares, ainda existem lacunas que dificultam intervenções mais precisas e direcionadas. O manejo clínico da hidradenite supurativa requer uma abordagem individualizada e multimodal, incluindo medidas gerais, suporte psicológico, tratamento farmacológico e, em casos mais graves, opções cirúrgicas. Os agentes biológicos, sobretudo os inibidores de TNF, representam um marco no tratamento, pois demonstraram eficácia significativa em reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida. No entanto, a resposta terapêutica é heterogênea, tornando imprescindível o acompanhamento contínuo e a adaptação do tratamento às necessidades de cada paciente. As perspectivas futuras concentram-se no desenvolvimento de biomarcadores capazes de prever a evolução clínica e a resposta às terapias disponíveis, bem como na investigação de novos alvos imunológicos. Dessa forma, a hidradenite supurativa permanece não apenas um desafio clínico e terapêutico, mas também uma área promissora para avanços científicos, abrindo espaço para estratégias inovadoras que visem melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

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Published

09/17/2025

How to Cite

ALMEIDA, I. C. O.; FREITAS, B. P. de S. G. de; KANASHIRO, I. T. A.; CABRAL, J. R. L. G.; BRITO, R. de O. Hidradenite supurativa: epidemiologia, fisiopatologia, manejo clínico e perspectivas futuras. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 5, p. e82215, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n5-076. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/82215. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers