Disponibilidade de acesso ao pré-natal para gestantes da zona rural em município do interior do estado de Mato Grosso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-053Keywords:
assistência pré-natal, zona rural, acesso efetivo aos serviços de saúdeAbstract
Considerando que apesar dos avanços e das iniciativas governamentais para a cobertura da assistência pré-natal no Brasil, permanece insuficiente e insatisfatória o acesso da população rural aos serviços de saúde no Sistema Únido de Saúde. Objetiva-se neste estudo compreender o acesso à assistência pré-natal de baixo risco à partir da percepção de gestantes residentes na zona rural de um município do interior do estado de Mato Grosso. Para tanto, utilizou-se de uma abordagem exploratória e descritiva com metodologia qualitativa, realizada por meio de uma entrevista semiestruturada aplicada á gestantes residentes na zona rural. Observou-se que a maioria das participantes eram pardas, com idade entre 18 e 35 anos, com companheiro, e com renda de até um salário-mínimo. Os principais desafios no acesso aos serviços de pré-natal estavam relacionados com as barreiras geográficas e questões socioeconômicas. Algumas gestantes não iniciaram o pré-natal antes da 12ª semana de gestação conforme recomendação do Ministério da Saúde devido identificação tardia da gestação ou dificuldade de deslocamento até a zona urbana. No serviço de saúde de referência há fragilidades quanto ao agendamento e tempo de espera para consultas, bem como ausência de flexibilização de horários. Conclui-se que existem fragilidades no acesso à assistência pré-natal para gestantes residentes na zona rural. O serviço de referência não adota estratégias organizacionais específicas para esse público, o que reforça a urgência de reorganizar a rede de atenção à saúde, com uma abordagem mais empática às necessidades dessa população.
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