Avaliação do percentual de gordura corporal em relação à esteatose hepática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-021Keywords:
doença hepática gordurosa não alcoólica, peso, ultrassonografiaAbstract
A DHGNA é uma doença multifatorial caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado quando ultrapassado 5% do peso do fígado e não tem relação com o consumo de álcool. Atualmente, a doença é considerada como o principal distúrbio hepático. Dessa forma, faz-se necessário o uso de parâmetros diagnósticos como o IMC e o percentual de gordura, sendo o último mais fidedigno na avaliação nutricional do paciente. Têm-se como objetivo avaliar o percentual de gordura corporal nos pacientes com esteatose hepática não alcoólica. Para isso, foi elaborado um estudo clínico, prospectivo, descritivo com abordagem analítica quantitativa. Os dados foram coletados em uma clínica particular no município de Aracaju-SE no período de julho de 2024 a julho de 2025 Os dados foram organizados no programa Microsoft Excel e o nível de significância adotado foi de 5%. Foram avaliados 114 pacientes, sendo 80 mulheres e 34 homens. Em relação ao grau da infiltração gordurosa, 50,9% encontravam-se no grau 1; 42,1% no grau 2 e 7% no grau 3. Por fim, concluiu-se que não houve associação estatisticamente significativa entre a idade, percentual de gordura, peso gordo, percentual livre de gordura e peso magro com os graus da DHGNA. Porém, foi possível observar uma associação estatisticamente significativa entre o peso e os graus de infiltração gordurosa.
References
ARAÚJO, M. D. et al. Precisão do IMC em diagnosticar o excesso de gordura corporal avaliada pela bioimpedância elétrica em universitários. Revista de Nutrição Clínica e Dietética Hospitalar, São Paulo, v. 38, n. 3, p. 154–160, 2018.
BARBOSA, Francielle da Silva; ALMEIDA, Martha Elisa Ferreira de. Doença hepática gordurosa não alcoólica: um problema global de caráter reversível. Journal of Health & Biological Sciences, [S.l.], v. 7, n. 3, p. 305–311, 2019.
BERGAMIN, Matheus Felipe Ketes et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica – revisão de literatura. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 6, p.
–33357, nov./dez. 2023.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico: cenário da obesidade no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. v. 55, n. 7.
BRITO E SILVA, M. B. et al. Obesidade e esteatose grave: a importância da avaliação bioquímica e escores. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, São Paulo, v. 34, n. 4, e1626, 2021.
CATINI, Marihá Fernanda Guerreiro; DE PAULA, Luzia Maria. Esteatose hepática não alcoólica e o uso do tratamento não farmacológico. Revista Saúde em Foco, Amparo: Centro Universitário Amparense – UNIFIA, n. 14, p. 1159–1165, 2022.
CRUZ, Josilda Ferreira. Estudo da esteatose hepática não alcoólica em pacientes submetidos a exame de ultrassonografia abdominal em Aracaju-SE. 2014. 98 f. Dissertação (Mestrado em Saúde e Ambiente) – Universidade Tiradentes, Aracaju, 2014.
CRUZ, Josilda Ferreira. Marcadores de gravidade da esteatose hepática não alcoólica: gordura visceral, sarcopenia, HOMA-IR, ferritina, dopplerfluxometria dos vasos hepáticos e estilo de vida. 2019. Tese (Doutorado em Saúde e Ambiente) — Universidade Tiradentes, Aracaju, 2019.
GARCIA E SILVA, E. I. et al. Parâmetros sociodemográficos e nutricionais de portadores de doença hepática gordurosa não alcoólica. Acta Gastroenterológica Latinoamericana, v. 49, n. 2, p. 132
GONÇALVES, B. C. et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica: evolução e risco de desenvolvimento de cirrose hepática. Revista Eletrônica Acervo Saúde, [S.l.], v. 13, n. 5, e7036, 2021.
MALAGÓ-JR, W. et al. Efeitos nutricionais e mecanismos bioquímicos na Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica. Revista da Associação Brasileira de Nutrição, São Paulo, v. 12, n. 1, p. 195–214, 2021.
MELO, S. P. et al. Sobrepeso, obesidade e fatores associados aos adultos em uma área urbana carente do Nordeste Brasileiro. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 23, e200036, 2020.
POTTER, A.W. et al. Defining overweight and obesity by percent body fat instead of body mass index. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, [S.l.], v. 110, n. 4, p. e1103–e1107, 15 maio 2025.
QUEIROZ, J. F. et al. Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA): caracterização, diagnóstico e
tratamento. Research, Society and Development, [S.l.], v. 12, n. 14, e120121444602, 2023.
REZENDE, F. C. et al. Aplicabilidade do índice de massa corporal na avaliação da gordura corporal. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 100–104, abr. 2010.
SCHNEIDERS, Karine; RIBEIRO, Andréa Jaqueline Prates. Índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura (%G), circunferência de pescoço (CP) e circunferência de cintura (CC) de escolares de 11 a 15 anos da rede municipal de Iporã do Oeste, SC. Unoesc & Ciência - ACBS, Joaçaba, v. 8, n. 2, p. 143–152, jul./dez. 2017.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA. Doença hepática gordurosa não alcoólica: monotemático. Rio de Janeiro: SBH, 2012.
SOSSOU, I. S. et al. Bioimpedância elétrica na avaliação da composição corporal: uma revisão dos princípios biofísicos, diferentes tipos, aspectos metodológicos, validade e aplicabilidade de suas medidas. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 16, n. 102, p. 596–604, maio/jun. 2022.
SATTAR, Naveed; FORREST, Ewan; PREISS, David. Non-alcoholic fatty liver disease. British Medical Journal, London, v. 349, g4596, 2014.


