Cisto pélvico fetal em ecografia de rotina - relato de caso e revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n5-010Keywords:
cisto fetal, diagnóstico ultrassonográfico fetal, ultrassonografia pré-natal, malformações congênitasAbstract
Introdução: Os cistos abdominais e pélvicos fetais representam achados ecográficos que exigem investigação quanto à etiologia, possíveis complicações e conduta. Os mais comuns são os cistos ovarianos em fetos do sexo feminino, geralmente benignos e com regressão espontânea. O diagnóstico diferencial inclui cistos de origem urinária, intestinal, hepática e mesentérica, sendo essencial a análise ultrassonográfica detalhada e, em alguns casos, a ressonância magnética. A conduta costuma ser expectante, dada a baixa taxa de complicações. Este estudo apresenta um caso clínico e revisão da literatura, reforçando a importância da detecção precoce e do acompanhamento adequado. Objetivo: Relatar um caso de cisto ovariano fetal diagnosticado por ultrassonografia pré-natal, evidenciando a relevância do seguimento pré e pós-natal para confirmação diagnóstica e monitoramento de complicações. Metodologia: Relato de caso clínico desenvolvido a partir de atendimento em unidades de saúde do interior de Minas Gerais, com coleta de dados em prontuário e registros de imagem, seguindo os princípios éticos da Resolução CNS nº 466/12. A discussão foi fundamentada em revisão narrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed, SciELO e LILACS, resultando em 12 artigos selecionados por relevância, disponibilidade e qualidade metodológica. Discussão: Cistos ovarianos fetais são, em geral, benignos e autolimitados, porém requerem seguimento ecográfico seriado para monitorar crescimento e possíveis complicações, como torção ou hemorragia, especialmente em lesões com mais de 4 cm. O caso apresentado reforça a importância do encaminhamento precoce a serviços de referência, principalmente quando o pré-natal ocorre em áreas com recursos limitados. A conduta expectante foi adequada até o pós-natal, quando, diante do tamanho da lesão, optou-se pela ooforectomia, sem intercorrências. O bom prognóstico depende do seguimento adequado e da individualização da conduta conforme a evolução do quadro. Conclusão: A ultrassonografia obstétrica é um imprescindível recurso propedêutico no diagnóstico de malformações fetais. Imagens ecográficas encontradas nos exames podem representar desde pequenos incidentes na embriofisiologia fetal até síndromes genéticas complexas, malformações graves com alta morbimortalidade. Este trabalho tem o objetivo de relatar um caso clínico de diagnóstico de cisto fetal detectado em exame ultrassonográfico de rotina e seu desfecho, ressaltando a os tipos mais frequentes de cisto abdominopélvico fetal, acurácia diagnóstica, evolução mais frequente desta patologia e a importância do seguimento ecográfico, o acompanhamento da gestação e os possíveis tratamentos disponíveis.
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