Lesões desenluvantes: diagnóstico, classificação e estratégias cirúrgicas de manejo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-355Keywords:
desenluvamento cutâneo, ferimentos e lesões, Morel-LavalléeAbstract
Introdução: As lesões desenluvantes, conhecidas como degloving soft tissue injuries (DSTIs), são ferimentos complexos, geralmente associados a traumas de alta energia. Possuem elevada morbimortalidade em razão de complicações como necrose tecidual, infecção e perda funcional. A variabilidade clínica, a ausência de critérios diagnósticos padronizados e a escassez de protocolos terapêuticos bem definidos dificultam o manejo, tornando indispensável a atualização constante dos profissionais de saúde. Objetivo: Reunir e analisar as evidências científicas sobre lesões desenluvantes, destacando consensos, divergências e estratégias terapêuticas, a fim de subsidiar a prática clínica e apoiar o desenvolvimento de protocolos padronizados para o seu manejo. Metodologia: Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025, selecionados nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Foram incluídos 10 estudos, entre ensaios clínicos, revisões sistemáticas, relatos de caso e metanálise, que abordaram diagnóstico, classificação e estratégias terapêuticas. Discussão: Os resultados evidenciam que as DSTIs apresentam-se principalmente em homens, vítimas de acidente automobilístico, com maior acometimento nos membros inferiores. A classificação mais aceita envolve a diferenciação entre lesões abertas e fechadas, sendo a lesão de Morel-Lavallée um subtipo de relevância clínica pela alta taxa de diagnósticos tardios e complicações. O manejo varia de condutas conservadoras, como drenagem e compressão, a intervenções cirúrgicas complexas, envolvendo desbridamento, enxertos, retalhos e uso de terapia de pressão negativa. Conclusão: Apesar dos avanços técnicos, ainda persistem lacunas quanto à padronização de protocolos diagnósticos e terapêuticos. A sistematização de critérios objetivos e a condução de estudos multicêntricos são essenciais para reduzir a mortalidade, otimizar a tomada de decisão clínica e melhorar o prognóstico dos pacientes com lesões desenluvantes.
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