Coqueluche na infância: um relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-251Keywords:
coqueluche, Bordetella pertussis, vacinação, notificação compulsória, contagiosaAbstract
Introdução: A coqueluche é uma infecção respiratória aguda altamente contagiosa, causada pela Bordetella pertussis e transmitida por gotículas. Apresenta aumento recente de casos no mundo e é de notificação compulsória. O período de incubação varia de 4 a 21 dias e a evolução ocorre em três fases: catarral, paroxística e convalescença. Justificativa: Ressaltar a importância da vacinação como principal forma de prevenção. Objetivo: Relatar a evolução clínica de lactente de 2 meses com coqueluche, destacando gravidade e possíveis complicações. Metodologia: Estudo observacional descritivo, com dados de prontuário clínico e revisão bibliográfica dos últimos 17 anos em português e espanhol. Relato de caso: Lactente masculino, 2 meses, filho de mãe não vacinada com dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto) no pré-natal, apresentou tosse progressiva, coriza e desconforto respiratório, evoluindo com insuficiência respiratória e leucocitose acentuada. Recebeu antibióticos de amplo espectro e azitromicina. Durante internação em unidade de terapia intensiva (UTI), desenvolveu Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e instabilidade hemodinâmica. Apesar do uso de drogas vasoativas e suporte ventilatório, apresentou apneias recorrentes e evoluiu para óbito. Discussão: A coqueluche apresenta alta transmissibilidade e pode evoluir de forma grave, especialmente em lactentes não imunizados. O diagnóstico é confirmado pelo isolamento da B. pertussis, e o tratamento com macrolídeos é mais efetivo quando iniciado precocemente. É doença endêmica, com imunidade temporária. Conclusão: Com o aumento global da doença, estratégias de prevenção são fundamentais para redução da morbimortalidade e prevenção de complicações graves, especialmente com a vacinação de gestantes e crianças.
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