Mapa das internações por esclerose múltipla no Brasil: tendências, perfil dos pacientes e inequidades no SUS
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-246Keywords:
esclerose múltipla, internação hospitalar, epidemiologiaAbstract
Introdução: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória e autoimune do sistema nervoso central que afeta adultos jovens, com predomínio em mulheres. Apresenta sintomas variados, impactando a funcionalidade e a qualidade de vida. A relevância da EM está em seu curso crônico e na crescente demanda por cuidados especializados. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das internações por esclerose múltipla no Brasil entre 2014 e 2024. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e retrospectivo com dados do SIH/SUS extraídos da plataforma DATASUS. Foram avaliadas internações por EM quanto a ano, sexo, raça/cor, faixa etária e estado. Resultados: Foram registradas 46.314 internações por EM no período, com aumento progressivo e pico em 2024. A maior incidência ocorreu entre 30 e 49 anos, em mulheres e pessoas brancas. São Paulo e Minas Gerais concentraram mais de 70% das internações. A pandemia de COVID-19 impactou temporariamente os números. Conclusão: Os achados indicam crescimento significativo das internações e desigualdade regional no acesso ao diagnóstico e tratamento. Destaca-se a necessidade de políticas públicas que promovam o diagnóstico precoce, ampliação dos centros especializados e vigilância epidemiológica da EM no Brasil.
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