A territorialização e a formação médica na Atenção Primária: um relato de experiência na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-224Keywords:
territorialização, Atenção Primária à Saúde, educação médica, saúde coletivaAbstract
A territorialização constitui uma ferramenta fundamental para a organização da Atenção Primária à Saúde (APS) e componente fundamental na formação em Medicina de Família e Comunidade (MFC), neste contexto, evidencia-se a necessidade de experiências práticas que promovam a integração dos discentes com a realidade social e os determinantes de saúde locais. Objetiva-se relatar a experiência vivenciada por acadêmicos do primeiro semestre do curso de Medicina do CESUPA na microárea 1 da UBS Paulo Frota, em Ananindeua (PA), durante atividades de territorialização realizadas no período de agosto a novembro de 2017. Para tanto, procedeu-se à realização de visitas domiciliares supervisionadas, coleta e análise de dados demográficos, epidemiológicos e socioambientais, bem como à observação participante e diálogo qualificado com a comunidade. Desse modo, observou-se um perfil populacional caracterizado pelo envelhecimento, alta prevalência de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, condições habitacionais precárias, especialmente no que tange à ausência de rede pública de esgotamento sanitário, indicando vulnerabilidades sociais e ambientais significativas. A participação dos discentes contribuiu para o desenvolvimento de competências clínicas, éticas e sociais, além de favorecer o fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e comunidade. Conclui-se que a territorialização configura ferramenta indispensável para o planejamento e organização da APS, bem como para a formação integral dos futuros profissionais, promovendo um cuidado centrado na pessoa, pautado nos princípios de equidade e responsabilidade social, especialmente em contextos complexos como o da região amazônica.
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