Esquistossomose em Alagoas: panorama epidemiológico dos casos confirmados entre 2007 e 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-185Keywords:
esquistossomose, epidemiologia, nordeste brasileiroAbstract
Introdução: A esquistossomose mansônica constitui uma infecção parasitária negligenciada, etiologicamente associada à espécie Schistosoma mansoni, com elevada prevalência na América Latina, sendo, no Brasil, concentrada nas regiões Nordeste e Sudeste. No estado de Alagoas, a enfermidade possui características peculiares e há contrastes entre suas formas de transmissão. Objetivo: Estruturar um panorama epidemiológico minucioso dos casos confirmados de esquistossomose entre os anos de 2007 a 2023. Metodologia: Estudo descritivo, retrospectivo, realizado por meio da análise de indicadores fornecidos pelo Departamento de informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) considerando as variáveis ano de ocorrência; município de ocorrência; faixa etária; sexo; raça/cor; escolaridade; evolução; e forma clínica. Resultados: Durante o período analisado, foram confirmados 1.352 casos de esquistossomose no estado, sendo Maceió, Campo Grande, Girau do Ponciano, São Miguel dos Campos e Major Isidoro os municípios com maior número de notificações. Em relação às variáveis faixa etária, sexo e raça/cor, a concentração de casos foi em paciente de 20 à 39 anos, do sexo masculino e pardos. Além disso, a baixa escolaridade foi vista como um determinante social extremamente relevante quando associado à adesão do tratamento e medidas preventivas. Conclusão: A avaliação do perfil epidemiológico da esquistossomose em Alagoas revela que a população mais afetada por essa enfermidade são homens adultos com escolaridade incompleta, ressaltando a demanda por estratégias de prevenção que sejam mais individualizadas e que envolvam ações de educação em saúde, prevenção de transmissão e agravos, além técnicas e programas de vigilância sanitária que sejam mais eficientes.
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