Fatores de risco da sepse neonatal precoce
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-156Keywords:
sepse neonatal, sepse neonatal precoce, fatores de riscoAbstract
Justificativa/ Problema: A sepse neonatal de início precoce (EOS) ocorre nas primeiras 72 horas de vida do recém-nascido, por transmissão vertical de microrganismos, apresentando alta mortalidade neonatal, principalmente nos pacientes prematuros e de baixo peso. O diagnóstico precoce é um grande desafio, devido a baixa sensibilidade e longo tempo de resposta da cultura bacteriana. Ademais, a inespecificidade do aumento da proteína C reativa (PCR) e procalcitonina (PCT), quadro clínico sutil e exames laboratoriais com baixa sensibilidade corroboram para um diagnóstico difícil. Objetivo: Avaliar a associação entre fatores de risco em unidades de terapia intensiva neonatal e o aumento do risco de EOS, a fim de promover estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e conduta adequada. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática no PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com estudos publicados nos últimos 5 anos. Resultados: Os estudos analisados associam fatores maternos, neonatais, clínicos, laboratoriais e microbiológicos como risco para EOS. Os maternos são críticos, sendo a colonização por Streptococcus do grupo B fortemente relacionada a desfechos adversos neonatais. Além disso, marcadores laboratoriais e inflamatórios mostraram-se relevantes no diagnóstico e monitoramento da sepse, sendo ela associada a desfechos graves e alto risco de óbito. Conclusão: A presente revisão permite concluir que a EOS apresenta componentes maternos e fetais que atuam como fatores de risco. A avaliação da sintomatologia, características individuais maternas e exames de cultura impactam na decisão do tratamento adequado. Medidas educativas e preventivas direcionadas ao pré-natal de gestantes de risco são fundamentais para reduzir a incidência e a gravidade da EOS.
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