A criança entre duas éticas: psicanálise e psiquiatria na clínica da infância
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-107Keywords:
epistemologia, psiquiatria infantil, ética, psicanáliseAbstract
Este artigo pretende debater como a posição epistemológica da psiquiatria contemporânea, ao adotar um recorte objetivante dos problemas psicopatológicos na clínica da infância, acarreta num problema ético, já que a criança acaba sendo tomada e tratada pelo discurso dos pais. Discute como a adoção do DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorder) acarreta num reducionismo objetivante e biologizante dos problemas psicopatológicos que passam a ser considerados transtornos mentais, desconsiderando a história, o contexto familiar e a subjetividade do paciente. Propõe a escuta psicanalítica como caminho para um reposicionamento da psiquiatria infantil numa outra direção ética: ao separar a demanda dos pais da demanda da criança e ao considerar sua posição simbólica de ideal fálico na estrutura familiar. Assim, é possível posicionar o discurso da criança no centro do recorte psicopatológico, sustentando a diferença radical da criança-sujeito que sofre.
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