A dependência química de opioides em populações marginalizadas: os desafios biopsicossociais
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-105Keywords:
transtorno por uso de substâncias, população vulnerável, opioidesAbstract
Introdução: O uso indiscriminado de opioides provoca bem-estar temporário e consequente dependência. Além do impacto fisiológico, há correlação com fatores sociais, já que populações marginalizadas são mais afetadas e o acesso à saúde é um fator agravante. Objetivos: Analisar os desafios biopsicossociais relacionados à dependência de opióides em populações marginalizadas. Metodologia: Revisão integrativa de literatura, com os dados retirados da base Medline via PubMed e Scielo, com filtro para artigos publicados entre 2019 e 2024. Utilizou-se a estratégia de busca“Substance Use Disorder” AND “Vulnerable Populations” AND “Opioids”. Os critérios de inclusão foram artigos em originais e os critérios de exclusão foram artigos que não apresentavam relação direta com a temática exposta. Resultados: Encontrou-se 104 artigos, os quais, após a leitura de títulos, do resumo e do artigo completo, 98 foram descartados com base no critério de exclusão, restando seis. Com isso, identificou-se que, fisiologicamente,os opioides alteram os circuitos cerebrais, causam tolerância e abstinência severa. Logo, os indivíduos marginalizados estão em uma maior taxa de mortalidade por overdose devido à falta de acesso aos serviços de saúde e às barreias biopsicossociais. Conclusão: A dependência de opioides em populações marginalizadas requer uma abordagem que considere os desafios biopsicossociais e a falta de acesso à saúde. Portanto, a atenção primária é essencial para superar o estigma e reduzir as mortes por overdose.
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