Uma abordagem da comunicação de más notícias sob a perspectiva de estudantes de uma universidade do sul do país
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-103Keywords:
comunicação, ética, notíciasAbstract
Introdução: A capacidade de estabelecer uma comunicação efetiva e adequada é de responsabilidade e dever do profissional médico, estando inclusa como norma no Código de Ética Médica. Mais que uma habilidade, o acesso à informação adequada é de responsabilidade do profissional, visto que é um direito do paciente. Nesse contexto, a comunicação de qualidade estabelecida é uma ferramenta terapêutica vital que pode trazer benefícios como o fortalecimento de relações e a maior confiança no profissional. Objetivos: A revisão do protocolo SPIKES e sua importância, diante do Código de Ética Médica e da prática médica na Atenção Básica, tem como objetivo principal elucidar alguns aspectos sobre esta ferramenta. Somado a isso, possibilitar a veiculação de um instrumento que possa melhorar a relação médico-paciente, ao fazer uso da comunicação como ferramenta terapêutica vital, ainda mais no contexto da Atenção Básica. Método: revisão simples de material bibliográfico selecionado pelos acadêmicos de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí. Resultados: De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, há um direcionamento para a formação de profissionais com um perfil generalista, humanista, crítico e reflexivo, com capacidade para atuar sob princípios éticos no processo saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção com ações visando promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência. Diante deste cenário e da Política Nacional de Humanização, política pública proposta como o eixo estruturante do sistema na construção do SUS, discute-se a inserção e utilização de protocolos e ferramentas capazes de guiar o médico nesta situação, como o protocolo SPIKES. A comunicação de más notícias é a transmissão de uma informação negativa ao enfermo, que pode piorar o prognóstico do mesmo. O protocolo SPIKES, mnemônico que orienta os médicos e sua equipe a passarem a notícia de forma menos traumática tanto para os pacientes e familiares quanto para os profissionais, é composto por seis passos que são: 1) saber se o paciente e sua família entendem o que ocorre; 2) passar as informações que eles conseguem suportar no momento; 3) acolher a família; e por último, 4) ter um plano para o que se seguirá adiante. Ainda no contexto da comunicação, é importante abordar dois itens ligados a esta habilidade: o respeito à autonomia do paciente e as responsabilidades legais que cabem ao profissional. Na medicina das décadas passadas, a autonomia do paciente sobre o seu diagnóstico era quase inexistente, uma vez que o médico muitas vezes omitia a doença do paciente, para que este não desviasse a atenção quanto ao tratamento. Com o advento da publicação do Código de Ética Médica - CEM, em 1996, a prática da omissão de diagnóstico foi proibida pelo artigo 34 do CEM. Conclusão: A comunicação adequada entre médico e paciente é essencial na prática médica, especialmente na Atenção Básica, e deve ser discutida desde a formação acadêmica, disponibilizando aos alunos ferramentas e protocolos, entre eles o protocolo SPIKES.
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