Uso de psicoestimulantes entre estudantes de medicina para potencializar o estudo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-068Keywords:
substâncias psicoativas, psicoestimulantes, estudantes de medicina, desempenho cognitivo, automedicaçãoAbstract
A utilização de substâncias estimuladoras tem apresentado um aumento entre os acadêmicos de medicina, o qual pode ser atribuído à extensa carga horária e à constante necessidade de estudos inerentes a essa graduação, fatores que os tornam mais suscetíveis ao uso dessas substâncias em comparação com estudantes de outros cursos. Em decorrência desse contexto, a presente pesquisa avaliou o uso de estimulantes centrais entre estudantes de medicina, com o objetivo de identificar o perfil dos discentes que utilizam substâncias psicoativas para otimizar o estudo, bem como suas percepções acerca dos efeitos fisiológicos e adversos decorrentes desse uso. Para tanto, conduziu-se um estudo descritivo, observacional, analítico e transversal, mediante a aplicação de um questionário online. Os dados foram organizados em planilha do Microsoft Excel®, e a análise dos resultados foi realizada por meio de estatística descritiva. O uso de psicoestimulantes foi reportado por 58% dos participantes, com predomínio no sexo feminino. Adicionalmente, 37,2% obtiveram os medicamentos sem prescrição médica, sendo os compostos à base de cafeína os mais comuns. Entre os principais motivos, destacam-se a demanda do curso (41,6%), outros fatores (33,7%) e problemas familiares (29,1%). Os principais efeitos colaterais reportados incluem ansiedade, dor de cabeça, irritabilidade, insônia e tremor. Dessa forma, constata-se que mais da metade dos estudantes relataram o consumo de psicoestimulantes, e um terço destes utilizou tais substâncias com a finalidade de melhorar o desempenho cognitivo. O uso dessas substâncias suscita a necessidade de implementação de estratégias de orientação e prevenção por parte das instituições de ensino superior.
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