Perfil epidemiológico da leishmaniose visceral no estado de Alagoas de 2014 a 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-063Keywords:
leishmaniose visceral, epidemiologia, vigilância em saúde públicaAbstract
Introdução: A leishmaniose visceral (LV) é uma doença infecciosa grave, endêmica no Brasil, especialmente na região Nordeste. Causada pelo protozoário Leishmania infantum, a doença é transmitida por flebotomíneos e possui alto impacto em populações vulneráveis. Objetivo: Delinear o perfil epidemiológico da LV no estado de Alagoas entre 2014 e 2023, identificando padrões de distribuição por sexo, idade, escolaridade, coinfecção por HIV, evolução dos casos e internações. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do sistema TabNet/DATASUS, especificamente da base do SINAN. Os dados foram analisados por estatística descritiva, considerando variáveis como número de casos, escolaridade, sexo, faixa etária, coinfecção por HIV, evolução e internações hospitalares. Resultados: Há 517 casos confirmados no período, com picos em 2018 e 2019 e queda progressiva até 2023. Houve predomínio de casos no sexo masculino (64,4%) e na faixa etária de 20 a 39 anos. A maior parte dos afetados possuía ensino fundamental incompleto. A coinfecção com HIV foi observada em 5,6% dos casos. A taxa de cura foi de 69,4%, mas houve 46 óbitos diretamente atribuídos à LV. Maceió concentrou 93,3% das internações. Conclusão: Apesar da redução recente no número de casos, a LV permanece como um grave problema de saúde pública em Alagoas. O estudo reforça a necessidade de fortalecer as políticas públicas, melhorar os sistemas de vigilância e ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento, principalmente em áreas endêmicas.
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