Tendência e distribuição da leptospirose no Brasil: análise epidemiológica por raça, gênero e escolaridade (2015–2024)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-062Keywords:
leptospirose, epidemiologia descritiva, saúde públicaAbstract
Introdução: A leptospirose é uma doença infecciosa de notificação compulsória, historicamente subdiagnosticada no Brasil, onde fatores ambientais e sociais favorecem sua disseminação. Objetivo: Analisar os padrões epidemiológicos da leptospirose no Brasil entre 2015 e 2024, segundo perfil sociodemográfico e distribuição geográfica. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo e descritivo, com dados secundários extraídos da plataforma TabNet/DATASUS, especificamente da base SINAN. Foram analisadas variáveis como número de casos, sexo, raça/cor, escolaridade, evolução dos casos e distribuição regional. Resultados: No período analisado, foram registrados 29.206 casos confirmados de leptospirose no país. Observou-se maior incidência na Região Sul (35,2%), seguida do Sudeste (30%). A doença apresentou maior prevalência em homens (81,8%), pessoas brancas (43,5%) e pardas (40,6%), além de indivíduos com ensino fundamental completo. A taxa de letalidade média foi de 9,15%, com picos de óbitos em 2015 e 2023. Os resultados indicam que fatores ocupacionais e ambientais, como enchentes e condições precárias de moradia, estão associados à maior exposição à leptospirose, principalmente entre populações vulneráveis. A distribuição desigual dos casos entre regiões e grupos sociais reforça a importância da equidade nas ações de saúde pública. Conclusão: A leptospirose continua sendo um desafio significativo no Brasil. A análise epidemiológica pode subsidiar políticas de prevenção e controle mais eficazes, especialmente em áreas de maior risco. O fortalecimento da vigilância e da notificação é essencial para reduzir a morbimortalidade associada à doença.
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