Anemia em recém-nascidos de alto risco que realizam ou não suplementação profilática de ferro acompanhados em ambulatório de seguimento: estudo retrospectivo
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-019Keywords:
anemia, prematuridade, recém-nascido, saúde infantil, deficiência de ferroAbstract
Dada a elevada incidência e os efeitos da anemia em recém-nascidos de alto risco, particularmente os prematuros, que podem comprometer a qualidade de vida e o desenvolvimento social, torna-se necessário avaliar estratégias profiláticas eficazes. O objetivo é examinar a prevalência de anemia em lactentes em risco e avaliar a eficácia da suplementação oral de ferro, levando em conta fatores como peso, idade gestacional e tipo de alimentação. Para isso, foi realizado um estudo transversal com 117 lactentes atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, utilizando dados nacionais e orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Assim, nota-se que 50,42% dos lactentes foram diagnosticados com anemia, sendo mais comum entre os prematuros com peso de 1.000 a 1.500 g (44,06%) e com idade gestacional de 28 a 31 semanas (62,71%). Ademais, 49,54% dos pacientes que foram suplementados com ferro por via oral ainda apresentaram anemia. A alimentação também apresentou impacto na prevalência, sendo mais baixa em recém-nascidos que são alimentados exclusivamente com leite materno. Esses achados ressaltam a importância de um acompanhamento constante e de intervenções individualizadas para a prevenção e tratamento da anemia em recém-nascidos de alto risco. Portanto, mesmo com a profilaxia, a anemia continua sendo uma condição relevante nesse grupo, o que destaca a necessidade de estratégias apropriadas de acordo com o perfil de risco.
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