Análise Comparativa da Profilaxia Pré- Exposição (PrEP) ao HIV com casos notificados de infecção pelo HIV e Sífilis adquirida no Brasil (2012–2023): avanços, desafios e urgência da prevenção combinada
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n4-013Keywords:
sifilis, HIV, infecções sexualmente transmissíveis, Profilaxia Pré-Exposição, prevençãoAbstract
Justificativa: A sífilis adquirida e a infecção pelo HIV continuam sendo importantes desafios de saúde pública no Brasil. Apesar da eficácia da penicilina e da introdução da PrEP (Profilaxia Pré- Exposição) em 2017, o aumento de casos de sífilis em paralelo à queda de infecção por HIV levanta preocupações sobre lacunas na prevenção combinada das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Objetivos: Estabeler reflexões que possam explicar a correlação entre o uso de PrEP com a redução de infecção pelo HIV e o aumento dos casos de sífilis adquirida no Brasil, no período de 2012 a 2023. Metodologia: Este é um estudo descritivo, ecológico, que analisa dados secundários de12 anos (2012 a 2023) no Brasil. Os dados foram coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados: Os casos de infecção pelo HIV reduziram 21,31% entre os períodos Pré-PrEP (2012–2017) e Pós-PrEP (2018–2023), especialmente entre homens de 20 a 39 anos. Em contrapartida, os casos de sífilis adquirida aumentaram 176,5% no mesmo período, com destaque para homens jovens. O uso da PrEP cresceu mais de 1000%, com predominância de usuários entre 20 a 39 anos (65,1%) e do sexo masculino (88,7%). Conclusões: Embora eficaz na redução da infecção pelo HIV, a PrEP isolada não é suficiente para conter o avanço das ISTs. É urgente fortalecer e intensificar as estratégias de prevenção combinada, com educação sexual, testagem regular e estímulo ao uso de preservativos, conforme recomendações nacionais e internacionais.
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