Etioepidemiologia de parasitoses intestinais em 4.398 pacientes atendidos em um hospital de ensino na cidade do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-307Keywords:
enteroparasitos, geo-helmintos, estrongiloidíase, giardíase, Endolimax nanaAbstract
As doenças gastrointestinais causadas por enteroparasitos estão entre as infecções mais comuns no mundo e são um grande problema de saúde pública, principalmente em regiões com acesso escasso à água potável, ao saneamento básico e à higiene em áreas tropicais e subtropicais. Este estudo avaliou a prevalência de enteroparasitos em pacientes de um hospital de ensino, Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), na cidade do Rio de Janeiro, no período de 2012 a 2016. A análise foi realizada por meio de três métodos parasitológicos distintos, o de Baermann-Moraes, o de Hoffman, Pons e Janer e o de Kato-Katz. Dos 5.159 exames realizados pelo laboratório de parasitologia, 14,15% (730) apresentaram exames coprológicos positivos, sendo que o protozoário Endolimax nana, 38,49% (281), foi o mais frequente, seguido por Giardia lamblia, 15,47% (113), dentre os geo-helmintos, o mais prevalente foi Strongyloides stercoralis, 6,57% (42), seguido por Ascaris lumbricoides, 5,75%, (8). O presente estudo revelou concordância com estudos observacionais em diferentes populações, mas difere em parte dos demais em relação aos aspectos etiológicos. Na atual era da imunossupressão clínica, é importante que a pesquisa de larvas de S. stercoralis seja solicitada para todos os pacientes candidatos ao uso de corticosteroides e imunossupressores para evitar hiperinfecção por S. stercoralis.
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