Câncer de bexiga no Brasil: desvendando as disparidades regionais entre custos, permanência hospitalar e mortalidade

Authors

  • Luiz Vinicius de Alcantara Sousa
  • Nathalia Aguiar Silva Jesus
  • Auro del Giglio
  • Laercio da Silva Paiva
  • Daniel de Iracema Gomes Cubero

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-286

Keywords:

câncer de bexiga, internação hospitalar, registro de mortalidade

Abstract

Introdução: O câncer de bexiga é classificado como o 7º mais comum nos homens e o 14º nas mulheres no Brasil. Este tipo de câncer afeta o epitélio da bexiga. As três classificações principais são: carcinoma de células de transição, carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma. Fatores de risco incluem idade, raça, tabagismo, exposição industrial a carcinogênicos, consumo de itens contaminados com arsênio e histórico familiar de câncer. Objetivo: analisar a relação entre o custo de internação e média de permanência em internações com a taxa de mortalidade por câncer de bexiga nas 5 regiões do Brasil. Método: estudo observacional de caráter ecológico com dados epidemiológicos coletados no site do DataSUS, na página de Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS) durante os anos de 2013 a 2023. Resultados: A região Sudeste lidera com o maior número de internações, enquanto a região Norte tem o menor número. A região Nordeste tem maior valor médio de internações e a região com menor valor médio de internação é a região Norte. A região Norte tem maior média de permanência e também é a região com a maior média de taxa de mortalidade. O restante das regiões apresenta uma média de permanência em torno de 4,7 dias e uma média de taxa de mortalidade em torno de 6,5% no período estudado. Discussão: A região Norte tem menor investimento na internação, porém tem maiores números de média de permanência e taxa de mortalidade. Isso possivelmente se deve a disponibilidade de tratamentos, fatores socioeconômicos e ambientais, entre outros fatores. A região Nordeste é a região que mais investe nas internações. Porém não é a região com menores números de média de permanência e taxa de mortalidade, em contraste com a região Sudeste, que tem custos semelhantes a região Norte, e possui as menores taxas de mortalidade e média de permanência. Tal fato possivelmente se deve as diferenças na infraestrutura da saúde, eficiência na gestão de recursos e disponibilidade a tratamentos específicos, entre outros fatores. Conclusão: A região Norte enfrenta desafios significativos, refletindo em maior taxa de permanência e maiores taxas de mortalidade, revelando a necessidade de melhorias urgentes nessas áreas. A região Sudeste apresenta melhores resultados, visto que há maior eficiência da gestão de custos, repercutindo em menores taxas de mortalidade e média de permanência em internações.

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Published

06/23/2025

How to Cite

SOUSA, L. V. de A.; JESUS, N. A. S.; GIGLIO, A. del; PAIVA, L. da S.; CUBERO, D. de I. G. Câncer de bexiga no Brasil: desvendando as disparidades regionais entre custos, permanência hospitalar e mortalidade. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 3, p. e80533, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n3-286. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/80533. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers