Pressão social e saúde mental: cuidando de quem nos protege - uma ação no 9º Batalhão da Polícia Militar de Garanhuns/PE
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-278Keywords:
saúde mental, pressão social, ansiedade, segurança públicaAbstract
Considerando a crescente vulnerabilidade da saúde mental dos policiais militares, especialmente dos integrantes do 9º Batalhão da Polícia Militar de Garanhuns, justifica-se a análise do impacto das exigências laborais, da rígida hierarquia institucional e da constante exposição a situações de estresse extremo sobre seu bem-estar psicológico. Diversos estudos apontam que profissionais da segurança pública estão entre os grupos com maior risco de adoecimento mental devido à sobrecarga emocional e ao estigma ainda presente sobre questões psicológicas no ambiente militar. Assim, objetivou-se compreender as repercussões dessas condições e investigar como ações de acolhimento e suporte psicossocial podem mitigar tais impactos. Essa iniciativa vai ao encontro de abordagens contemporâneas que enfatizam a importância de ações preventivas e contínuas voltadas ao cuidado psicológico. Para tanto, procede-se à execução do projeto de extensão “Saúde Mental”, articulado por estudantes de Medicina, com o desenvolvimento de atividades educativas e de escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas de grupo e técnicas de manejo da ansiedade. Essa metodologia qualitativa-intervencionista promoveu espaços de convivência e troca de experiências, alinhando-se a práticas de promoção de saúde psicoemocional reconhecidas na literatura. Desse modo, observa-se que o envolvimento dos policiais foi expressivo e espontâneo, evidenciando a demanda reprimida por esse tipo de suporte e a eficácia de ações humanizadas no acolhimento das dores psíquicas desse grupo profissional. O que permite concluir que intervenções interdisciplinares e empáticas no âmbito da segurança pública são fundamentais para a promoção de saúde mental.
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