Otoemissões acústicas como indicador precoce de lesão coclear oculta induzida por quimioterapia com platina

Authors

  • Priscila Feliciano de Oliveira
  • Ana Carolina Novais
  • Larissa Ferreira Reis
  • Raísla Larry dos Santos
  • Matheus Expedito de Assis Santos
  • Ingrid Victória Vasconcelos de Andrade
  • Gabrielle Leal Correia Santos
  • Otávio Messias Silva de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-226

Keywords:

câncer, ototoxicidade, quimioterapia, perda auditiva

Abstract

Introdução: Agentes quimioterápicos à base de platina, como a cisplatina e o carboplatina, apresentam reconhecido potencial ototóxico, promovendo lesões na cóclea e, em menor proporção, no sistema vestibular. Essas alterações comprometem significativamente a função auditiva e o equilíbrio, com implicações relevantes na qualidade de vida dos pacientes oncológicos. Objetivo: Avaliar a ocorrência e a extensão de alterações nas EOAPD em indivíduos submetidos à quimioterapia com agentes derivados da platina. Método: Estudo observacional, analítico, de delineamento transversal, conduzido com uma amostra intencional de 30 pacientes adultos em tratamento quimioterápico com compostos de platina, vinculados a um hospital público de referência em oncologia. Os participantes foram submetidos à avaliação audiológica composta por audiometria tonal liminar e registro das EOAPD. Os dados foram analisados estatisticamente por meio de testes descritivos e inferenciais, com nível de significância fixado em 5% (p < 0,05). Resultados: Houve redução estatisticamente significativa na amplitude das EOAPD, predominantemente nas frequências de 2 kHz a 8 kHz, compatível com dano coclear induzido por ototoxicidade. A ausência de respostas foi frequente em pacientes submetidos a múltiplos ciclos quimioterápicos. Observou-se simetria interaural nos achados audiológicos, sugerindo efeito sistêmico da medicação. Conclusão: A quimioterapia com derivados da platina está fortemente associada à disfunção coclear precoce, evidenciada por alterações nas EOAPD. Tais achados reforçam a necessidade de incorporar protocolos padronizados de vigilância ototoxicológica aos cuidados oncológicos, com vistas à detecção precoce e mitigação dos efeitos auditivos adversos.

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Published

06/10/2025

How to Cite

OLIVEIRA, P. F. de; NOVAIS, A. C.; REIS, L. F.; SANTOS, R. L. dos; SANTOS, M. E. de A.; ANDRADE, I. V. V. de; SANTOS, G. L. C.; OLIVEIRA, O. M. S. de. Otoemissões acústicas como indicador precoce de lesão coclear oculta induzida por quimioterapia com platina. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 3, p. e80314, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n3-226. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/80314. Acesso em: 16 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers