Citocinas inflamatórias como preditoras de óbito por SRA em pacientes oncológicos com COVID-19

Authors

  • Joquebede Carneiro Oliveira
  • Clara Liz Reis Araújo Cardoso
  • Fabiane dos Santos Cavalcante
  • Sandy Danielle Garcia Pimentel
  • Fernanda Vaz Pereira Rodrigues
  • Emylly Barrozo Caldas

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-214

Keywords:

paciente oncológico, citocinas, neoplasias, COVID-19, imunidade

Abstract

Introdução: Estudos sobre o COVID-19 apontam que o vírus SARS-CoV-2 transpõe as células através da enzima conversora de angiotensina 2, e devido à presença de receptores em vários tecidos, pode se apresentar em múltiplas manifestações clínicas. A fase aguda dessa infecção caracteriza-se por uma situação hiper inflamatória, denominada “tempestade de citocinas”, na qual se configura como uma falência multiorgânica, decorrente da grande elevação dos níveis de citocinas. Os pacientes oncológicos estão mais suscetíveis a complicações graves da COVID-19 em consequência da imunossupressão causada pelo próprio câncer ou seu tratamento. Justificativa: Considerando que pacientes oncológicos estão mais vulneráveis a complicações, surge a necessidade de se identificar parâmetros clínicos que possam indicar pacientes em maior risco, possibilitando a modulação destes indicadores para melhorar o prognóstico. Objetivo: Avaliar os níveis de citocinas inflamatórias em pacientes com câncer infectados com o SARS CoV-2 e sua relação com a diminuição da sobrevida. Metodologia: Foi realizada revisão da literatura na plataforma NCBI, delimitando o período de 2020 a 2024, utilizando os termos da língua inglesa: Cytokine, COVID-19 e Oncology. Após a seleção, através de leitura exploratória, foi realizada a análise interpretativa para discutir a relação da tempestade de citocinas com a sobrevida dos pacientes. Resultados: Dos 115 artigos encontrados, apenas cinco abordaram a infecção por SARS CoV-2  em pacientes com câncer, dos quais somente dois, avaliaram a expressão das citocinas nestes pacientes. O restante referia-se principalmente a pacientes não oncológicos, encontrando relação significativa entre citocinas como MCP-1, IL-2,IL-1,IFN-Y, IL-8 e IL-7. Os dois artigos que avaliaram a relação entre pacientes com câncer e COVID-19, utilizaram pequenas coortes de pacientes diagnosticados com tumor sólido que testaram positivo para o SARS CoV-2, e por meio da técnica de citometria de fluxo, dosaram as citocinas de amostras obtidas destes pacientes. Foram observados altos níveis das citocinas IL-8, IL-7 e IL-6 em pacientes oncológicos infectados com o SARS CoV-2, em comparação aos pacientes sem câncer infectados com este vírus. Discussão: As citocinas, que desempenham um papel crucial na resposta imunológica ao tentar combater o câncer, são também amplificadas durante infecções virais. A literatura existente revela uma lacuna significativa, com poucos estudos focados especificamente na interação entre citocinas, câncer e SARS-CoV-2. Conclusão: Este cenário com poucos estudos sobre o tema,  sublinha a necessidade urgente de pesquisas mais aprofundadas para entender melhor quais citocinas estão envolvidas nesse processo e como suas ações podem ser moduladas para prevenir complicações graves e melhorar os desfechos clínicos para pacientes oncológicos infectados pelo SARS-CoV-2.

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Published

06/10/2025

How to Cite

OLIVEIRA, J. C.; CARDOSO, C. L. R. A.; CAVALCANTE, F. dos S.; PIMENTEL, S. D. G.; RODRIGUES, F. V. P.; CALDAS, E. B. Citocinas inflamatórias como preditoras de óbito por SRA em pacientes oncológicos com COVID-19. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 3, p. e80292, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n3-214. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/80292. Acesso em: 16 oct. 2026.

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Original Papers