Uso de telas na infância: impactos no neurodesenvolvimento
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-209Keywords:
screen time, child development, infant, digital mediaAbstract
O aumento da exposição infantil a telas tem gerado preocupações quanto ao impacto no neurodesenvolvimento. Nos primeiros anos de vida, a interação social e a exploração do ambiente são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e emocional. O uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode prejudicar a aquisição da linguagem, a atenção, a regulação emocional e o sono. Estudos indicam que crianças expostas a telas por longos períodos apresentam maior risco de atrasos na fala, dificuldades de concentração e impulsividade. Além disso, a luz azul emitida por telas reduz a produção de melatonina, afetando o sono e, consequentemente, a memória e o aprendizado. O uso excessivo também está associado a maior risco de isolamento social, ansiedade e sedentarismo. Diante disso, sociedades médicas recomendam limitar o tempo de tela: evitar exposição em menores de dois anos e restringir para, no máximo, uma hora diária entre dois e cinco anos, sempre com supervisão. O uso equilibrado da tecnologia, aliado a interações presenciais e atividades ao ar livre, é fundamental para garantir um desenvolvimento infantil saudável.
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