Tendência da mortalidade por malformações congênitas cardiovasculares: enfoque na comunicação interventricular e suas disparidades regionais

Authors

  • Poliana Lima da Silva Neves
  • Mateus Gorla Finati
  • Adriana Cunha Vargas

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-184

Keywords:

mortalidade, malformações congênitas cardiovasculares, comunicação interventricular

Abstract

Considerando a alta prevalência e mortalidade associadas às malformações congênitas cardiovasculares, especialmente a comunicação interventricular (CIV), e as disparidades regionais e socioeconômicas no Brasil, este estudo buscou analisar os fatores determinantes dessas desigualdades. Objetiva-se avaliar a tendência da mortalidade infantil por CIV, investigando variáveis como região, cor/raça, idade materna, tipo de parto e peso ao nascer. Para tanto, procede-se à análise epidemiológica de dados secundários do DATASUS e IBGE (2013-2022), utilizando estatística descritiva e ANOVA para identificar correlações significativas. Desse modo, observa-se que a região Sudeste concentrou 40% dos óbitos, seguida pelo Nordeste (23%), com maior mortalidade em recém-nascidos de baixo peso e em gestações múltiplas. Disparidades raciais foram evidentes, com populações negras e pardas apresentando taxas mais altas, associadas a desigualdades no acesso à saúde. Idade materna avançada ou muito jovem e prematuridade também se correlacionaram com maior risco. O que permite concluir que as desigualdades refletem fatores socioeconômicos, de acesso à saúde e qualidade do pré-natal. Recomenda-se políticas públicas direcionadas, como ampliação da triagem neonatal, combate ao racismo institucional e melhoria na infraestrutura de saúde, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para reduzir a mortalidade infantil por CIV no Brasil.

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Published

06/02/2025

How to Cite

NEVES, P. L. da S.; FINATI, M. G.; VARGAS, A. C. Tendência da mortalidade por malformações congênitas cardiovasculares: enfoque na comunicação interventricular e suas disparidades regionais. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 3, p. e80154, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n3-184. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/80154. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Original Papers