Doença arterial coronariana: estratégias de prevenção secundária
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-168Keywords:
doença arterial coronariana, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma das principais causas de morte no mundo e representa um desafio contínuo para os sistemas de saúde, especialmente no que tange à prevenção secundária, cujo objetivo é evitar a progressão da doença e a ocorrência de novos eventos cardiovasculares. Este artigo examina os diversos obstáculos enfrentados na implementação de estratégias de prevenção secundária, destacando fatores como o acesso limitado aos serviços especializados, as desigualdades regionais na oferta de cuidados e a baixa adesão dos pacientes aos tratamentos propostos. A adesão insatisfatória às terapias farmacológicas e às mudanças no estilo de vida, por exemplo, compromete a eficácia clínica e aumenta o risco de recorrência de eventos isquêmicos. Além disso, são discutidas as iniciativas promovidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como os programas de reabilitação cardiovascular e o cuidado continuado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Apesar de avanços importantes, ainda existem limitações em infraestrutura, formação de equipes multiprofissionais e integração entre os níveis de atenção. A ausência de rastreamento sistemático e de protocolos padronizados também dificulta a identificação precoce de complicações e o acompanhamento longitudinal dos pacientes. O artigo também aborda o papel das inovações tecnológicas como ferramentas promissoras no contexto da prevenção secundária. A telemedicina, os aplicativos de monitoramento e o uso de inteligência artificial emergem como alternativas viáveis para ampliar o acesso, personalizar o tratamento e aumentar a adesão dos pacientes. Essas soluções, porém, ainda esbarram em questões relacionadas à infraestrutura digital, treinamento de profissionais e regulamentação. Por fim, são apresentadas sugestões de melhorias centradas em políticas públicas mais robustas, capacitação contínua das equipes de saúde, incentivo à pesquisa aplicada e fortalecimento das ações de educação em saúde. A combinação entre estratégias clínicas, tecnológicas e educativas é fundamental para avançar na qualidade e efetividade do cuidado da DAC.
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