O aumento da introdução alimentar precoce devido a inserção gradativa das mulheres no mercado de trabalho: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-157Keywords:
introdução alimentar, aleitamento materno, mercado de trabalho, saúde infantilAbstract
A introdução alimentar precoce tem se tornado uma prática cada vez mais comum, impulsionada, em grande parte, pela inserção gradativa das mulheres no mercado de trabalho. Essa mudança social tem levado muitas mães a anteciparem o desmame e a iniciarem a alimentação complementar antes dos seis meses de vida do bebê, período recomendado pela Organização Mundial da Saúde para a manutenção do aleitamento materno exclusivo. Este estudo tem como objetivo revisar a prevalência da introdução alimentar precoce e suas principais consequências para a saúde infantil, enfatizando a importância de políticas públicas de apoio à maternidade e estratégias de orientação nutricional. Foi realizada uma revisão da literatura nas bases de dados PubMed/MEDLINE e Scielo, utilizando os descritores "Introdução Alimentar", "Aleitamento Materno", "Mercado de Trabalho" e "Saúde Infantil", combinados pelo operador booleano AND, para identificar estudos relevantes publicados entre 1999 e 2024. Foram selecionados 14 artigos originais que atenderam aos critérios de inclusão, com foco na qualidade e aplicabilidade dos dados. Os estudos analisados revelaram que a introdução alimentar precoce pode estar associada a diversos efeitos adversos à saúde da criança, como maior risco de alergias alimentares, obesidade infantil, deficiências nutricionais e infecções gastrointestinais. A prevalência dessa prática varia conforme o contexto socioeconômico, nível de escolaridade materna e disponibilidade de suporte social e institucional. Em síntese, compreender os fatores que influenciam a antecipação da alimentação complementar e promover ações de suporte às famílias são fundamentais para garantir o desenvolvimento saudável das crianças.
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