Relação entre acesso vascular, disfunção renal e alterações bioquímicas na ocorrência de infecções em pacientes com doença renal crônica em hemodiálise
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-152Keywords:
acesso vascular, hemodiálise, , infecção relacionada ao cateterAbstract
Introdução: Considerando a elevada incidência de infecções em pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise e a possível influência do tipo de acesso vascular, da função renal e de alterações bioquímicas nesse processo, entre essas variáveis. Objetivos: Identificar associações entre o tipo de acesso vascular, função renal e parâmetros laboratoriais na ocorrência de infecções em pacientes em hemodiálise. Metodologia: Para tanto, procede-se a um estudo quantitativo, retrospectivo e documental, realizado no Instituto de Nefrologia do Araguaia (INA), em Barra do Garças - MT, com dados de 2023. A amostra foi composta por 48 pacientes, divididos em dois grupos — com e sem infecção relacionada ao acesso vascular — pareados por idade e sexo. Resultados: observa-se que 73,3% dos pacientes com infecção utilizavam cateter venoso central (CVC), enquanto 39,4% utilizavam fístula arteriovenosa (FAV), indicando associação significativa entre CVC e maior risco de infecção (p=0,022). Níveis de creatinina mais elevados foram verificados no grupo infectado (p=0,01), e as análises de correlação mostraram interações bioquímicas relevantes, como entre colesterol total e LDL (ρ=0,896) e entre ureia e creatinina (ρ=0,562). Conclusão: o uso do CVC está associado a maior risco infeccioso e piora da função renal, sendo recomendada a priorização da FAV, o monitoramento laboratorial contínuo e a qualificação das equipes como estratégias para reduzir complicações e melhorar os desfechos clínicos.
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