Meningite na infância no Centro-Oeste Brasileiro: análise clínico-epidemiológico, desafios no atendimento de emergência e barreiras no tratamento
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-147Keywords:
Meningite Infantil, Centro-Oeste, epidemiologia, saúde pública, letalidadeAbstract
Este estudo analisa os aspectos clínico-epidemiológicos da meningite infantil na Região Centro-Oeste do Brasil entre 2018 e 2022, com foco nos desafios assistenciais e nas barreiras diagnósticas enfrentadas na rede de saúde. Utilizando dados secundários extraídos do SINAN e SIH/SUS, identificaram-se 1.094 casos notificados em crianças de 0 a 14 anos, com maior prevalência em menores de 1 ano (43,02%) e predominância do sexo masculino (60,4%). A meningite não especificada foi a etiologia mais comum (46,81%), evidenciando falhas no diagnóstico. A taxa de letalidade foi de 8,87%, destacando-se nos casos bacterianos e não especificados. A pandemia de COVID-19 acentuou a subnotificação e impactou a cobertura vacinal. Os achados reforçam a necessidade de estratégias regionais específicas, que integrem diagnóstico rápido, acesso ao tratamento especializado e vigilância contínua para reduzir a morbimortalidade infantil.
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