Análise epidemiológica comparativa dos estados brasileiros no controle do HIV correlacionado a utilização de PrEP e realização de testagem: desafios e impacto na saúde pública
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-123Keywords:
HIV, AIDS, Brasil, PrEPAbstract
Nos últimos anos, houve avanços quanto aos métodos de prevenção da AIDS, além da redução de casos de AIDS e infecção por HIV. Objetiva-se analisar, epidemiologicamente, os casos de incidência do HIV nos 26 estados brasileiros, comparativamente, avaliando a eficácia das medidas e o impacto na saúde pública, com ênfase no uso de PrEP. Para tanto, procede-se a um estudo descritivo com abordagem quantitativa e análise de dados secundários a fim de descrever as características da população notificada com suspeita ou confirmação de HIV e AIDS, entre menores de 5 anos a maiores de 60 anos. A análise foi realizada entre o período de 2016 a 2022 para estabelecer relação entre redução do número de casos com uso de PrEP. Os dados revisionais foram retirados de artigos das bases PUBMED, SciELO e Nature, entre os anos 2015 a 2023. Desse modo, observa-se predominância na faixa etária de 25 a 29 anos, sexo masculino, homossexuais e transmissão por via sexual. Ademais, São Paulo lidera em números absolutos de casos notificados, porém, ao analisar a incidência por estado, observa-se maior quantitativo em Roraima. Também se observa redução da incidência e desaceleração de uso de PrEP entre 2019 e 2022. O que permite concluir que a distribuição desigual de casos, concentrados em estados menos desenvolvidos e populações mais vulneráveis, sendo estes os de menor uso da PrEP. Em 2019, os números encontrados se devem à pandemia, em que todo o sistema de saúde se voltou à infecção por SARS-CoV-2.
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