Impactos da cirurgia metabólica no controle do diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-086Keywords:
Diabetes Mellitus tipo 2, cirurgia metabólica, obesidadeAbstract
Introdução: A obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 (DM2), e ambos representam desafios globais de saúde pública. A relação entre essas condições é complexa e multifatorial, envolvendo aspectos genéticos, comportamentais e ambientais. A cirurgia metabólica surge como uma opção eficaz, especialmente quando mudanças no estilo de vida e medicamentos não apresentam resultados satisfatórios. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, fundamentada na seleção de artigos nas bases Pubmed, LILACS e SciELO, utilizando os descritores metabolic surgery” AND “types 2 diabetes mellitus” AND “surgical technique” AND “patients who are candidates for surgery, “metabolic surgery” AND “ glycemic control OR long-term effects” AND “ impact on quality of life” AND “ life expectancy” no Pubmed, e “metabolic surgery" AND "type 2 diabetes mellitus", "surgical techniques" AND "candidates for surgery" AND "outcomes", OR "diabetes remission" AND "control of comorbidities" no SciELO e LILACS. Foram incluídos estudos entre 2019 A 2024, em português, espanhol e inglês. Excluíram-se trabalhos antigos, apenas em resumo ou com baixa qualidade metodológica. Foram selecionados 13 estudos, incluindo ensaios clínicos, estudos de coorte, caso-controle, relatos de caso, revisões sistemáticas e metanálises. Discussão: As técnicas cirúrgicas mais comuns incluem a gastrectomia vertical (GV), o bypass gástrico em Y de Roux (RYGB), a banda gástrica ajustável e a derivação biliopancreática com ou sem duodenal switch, cada uma com vantagens e desvantagens. O perfil ideal dos pacientes inclui aqueles com IMC elevado (>= 35 kg/m2), presença de comorbidades associadas como hipertensão e apneia do sono, além de estabilidade psicológica e adesão ao acompanhamento multidisciplinar. Os resultados clínicos evidenciam uma alta taxa de remissão do DM2 (até 74% em 1 ano com RYGB), redução significativa no uso de medicamentos hipoglicemiantes e insulina, melhora na sensibilidade à insulina e na secreção hormonal de GLP-1 e PYY, bem como benefícios sobre outras comorbidades. Contudo, há riscos associados, como deficiências nutricionais, efeitos gastrointestinais e fragilidade óssea. Conclusão: Conclui-se, portanto, que a cirurgia metabólica é uma ferramenta terapêutica segura e eficaz para o controle do DM2 e da obesidade, desde que realizada com critério e acompanhada por equipe multidisciplinar, promovendo melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.
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