Síndrome de Meigs e suas manifestações ginecológicas: revisão integrativa sobre aspectos clínicos, diagnósticos diferenciais e implicações terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-084Keywords:
Síndrome de Meigs, diagnóstico diferencial, Tumor Ovariano BenignoAbstract
Introdução: A Síndrome de Meigs é uma entidade clínica rara, tradicionalmente definida pela tríade de ascite, derrame pleural (geralmente à direita) e tumor ovariano benigno, como fibromas ou outros tumores estromais. A confirmação diagnóstica é retrospectiva, sendo baseada na resolução completa dos sintomas após a remoção cirúrgica da massa. Apesar de sua natureza benigna, a síndrome pode simular neoplasias malignas ginecológicas, o que frequentemente leva a erros diagnósticos e a intervenções invasivas desnecessárias. Acomete predominantemente mulheres na pós-menopausa, embora casos em pacientes jovens exijam a consideração de síndromes genéticas associadas, como a síndrome de Gorlin. O diagnóstico diferencial inclui ainda a síndrome de pseudo-Meigs, doenças hepáticas, tuberculose, insuficiência cardíaca e neoplasias malignas. O marcador CA-125, frequentemente utilizado na oncologia ginecológica, pode estar discretamente elevado, mesmo em condições benignas. Clinicamente, manifesta-se com sintomas respiratórios e abdominais, sendo essencial a investigação criteriosa com exames de imagem e laboratoriais.Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre a Síndrome de Meigs, abordando suas manifestações ginecológicas, aspectos clínicos, diagnóstico, diagnósticos diferenciais e implicações terapêuticas.. Objetivo: Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre a Síndrome de Meigs, abordando suas manifestações ginecológicas, aspectos clínicos, diagnóstico, diagnósticos diferenciais e implicações terapêuticas. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, com descritores relacionados à fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da Síndrome de Meigs. Foram incluídos artigos completos, publicados entre 2020 e 2025, em português, espanhol ou inglês. Após os critérios de elegibilidade, 11 estudos (relatos de casos e revisões) foram selecionados para análise dos principais aspectos clínicos e terapêuticos da síndrome. Discussão: A Síndrome de Meigs, embora rara e benigna, impõe um desafio diagnóstico significativo devido à sua apresentação clínica inespecífica e potencial semelhança com neoplasias malignas ginecológicas. A tríade clássica de massa ovariana benigna, ascite e derrame pleural, que regride completamente após a exérese do tumor, permanece como critério essencial para sua confirmação diagnóstica. A análise histopatológica é indispensável, especialmente diante da elevação do CA-125, que pode simular processos neoplásicos. A abordagem diagnóstica requer cuidadosa investigação diferencial, considerando condições como a síndrome de Gorlin, síndrome de pseudo-Meigs, tuberculose, neoplasias malignas e doenças autoimunes como o lúpus.O tratamento baseia-se na remoção cirúrgica da massa tumoral, com técnicas adaptadas à idade e aos desejos reprodutivos da paciente, apresentando prognóstico excelente na maioria dos casos. No entanto, estratégias paliativas também têm papel relevante em contextos específicos. Diante disso, torna-se fundamental que profissionais estejam atentos a essa condição clínica, a fim de evitar intervenções desnecessárias e oferecer um manejo individualizado, que leve em consideração tanto o diagnóstico preciso quanto a qualidade de vida das pacientes. Conclusão: A Síndrome de Meigs é uma condição ginecológica rara e benigna que pode simular neoplasias malignas, especialmente devido à elevação do CA-125. O diagnóstico definitivo exige confirmação histopatológica e regressão dos sintomas após a remoção do tumor. O reconhecimento precoce e o manejo adequado evitam condutas desnecessárias. Embora o prognóstico seja excelente após a cirurgia, opções paliativas podem ser indicadas em casos selecionados. A ampliação dos estudos sobre a fisiopatologia da síndrome é essencial para melhorar o diagnóstico e o tratamento.
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