Efeitos do exercício físico na aptidão física e funções cognitivas de idosos / Effects of physical exercise on physical fitness and cognitive functions of elderly
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv3n2-076Keywords:
Idoso, Exercício, Aptidão física, CogniçãoAbstract
Objetivo: Este estudo avalia a eficácia do exercício físico com pesos livres na aptidão física e funções cognitivas de idosos. Método: Intervenção com 24 idosos (60 a 80 anos). Participaram de exercício físico regular em 18 sessões, duas vezes na semana, com uma hora de duração, realizado em cadeira convencional com uso de pesos livres (1 a 2 Kg) para membros inferiores e superiores. Coleta de dados: instituição de aposentados em uma cidade do interior de São Paulo; foram avaliados antes e após a intervenção: Questionário-Sócio-econômico-demográfico-saúde, MEEM, IPAQ adaptado, ”Functional Fitness Test”. Resultado: O “Teste de Wilcoxon” foi significante para o Score Total MEEM (p < 0,001), indicando que houve aumento significativo do Score Total MEEM após intervenção, (mediana dos escores antes 26,5 e após 28,5); resultado do teste t foi significante e evidenciaram ganho na aptidão física: PotênciaAeróbica (p<0,001), média Antes intervenção 66,1(DP=19,8), média após 80,8(DP=19,4); Força MM Superiores (p<0,001), média Antes intervenção 13,7(DP=3,3) após 20,7(DP=4,1); M Inferiores (p<0,001), média Antes intervenção 10,4(DP=2,4) após 14,0(DP=3,3); Veloc Normal Andar (p<0,001), média Antes intervenção 3,9(DP=0,6), após 3,1(DP=0,5) Veloc Máx Andar média Antes intervenção 2,6(DP=0,4) após 2,4(DP=0,5) Conclusão: O exercício físico exerceu impacto positivo na aptidão física e contribuiu para um melhor funcionamento cognitivo dos idosos. Verificou-se que à medida que a capacidade física do indivíduo aumenta, melhora sua conexão corpo-cérebro. A pesquisa indica uma inovação no que se refere a programa de exercício físico com pesos livres, realizado em cadeira convencional. É de fácil aplicabilidade e baixo custo. Recomenda-se implantação em políticas públicas de promoção da saúde, prevenção de doenças do envelhecimento.
References
Veras R. Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev Saúde Pública. 2009;43(3):548-54.
Camarano AA, organizador. Cuidados de longa duração para a população idosa: um novo risco social a ser assumido? Rio de Janeiro (RJ): IPEA; 2010.
Souza EMS. Fragilidade em idosos institucionalizados: aplicação da Edmonto Frail Scale associada à independência funcional [tese na Internet]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP; 2014. 154 p.[citado 6 novembros 2016]. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-22052014-184011/pt-br.php
Fino SS. Funcionamento cognitivo em idosos, o papel da estimulação cognitiva e do uso da internet nas funções executivas [dissertação]. Porto (Portugal). Universidade Fernando Pessoa: 2016. 63p.
Bandimonte MA, Bruno N, Collina S. Cognition. In: Pawlik, Ydewalle G, eds. Psychological concepts: na International Historical Perspective. Hove, UK: Psychology Press, 2006.
Carvalho AFT, Peixoto ERS. Memória na prática da terapia ocupacional e da fonoaudiologia. Rio de Janeiro (RJ): Rubio; 2012
ROCHA, M. A M. Envelhecimento saudável, através de intervenção psicopedagógica, com enfoque neuropsicológico. Constr. Psicopedag.2012; 20(20). Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1415-69542012000100007&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em:15 out.2015.
Ratey J, Hagerman E. Corpo ativo mente desperta: a nova ciência do exercício físico e do cérebro. Rio de Janeiro (RJ): Objetiva; 2012.
Bugalho PMF. Avaliação clínica na disfunção fronto-estriatal: movimento e cognição [dissertação]. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa; 2013. 341 p.
Centers for Disease Control and the Alzheimer’s Association. The Healthy Brain Initiative: a national public health road map to maintaining cognitive health. Chicago (IL): Alzheimer’s Association; 2007.
Silva TBL, Yassuda MS, Guimarães VV, Florindo AA. Fluência verbal e atividade física no processo de envelhecimento normal: um estudo epidemiológico em Ermelino Matarazzo, São Paulo, Brasil.Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2010;15(1):50-6.
Brigola AG, Rossetti ES, Santos BR, Neri AL, Zazzetta MS, Inouye K, Pavarini SCI. Relationship between cognition and frailty in elderly. A systematic review. Dement Neuropsychol 2015;9(2):110-19. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/dn/v9n2/1980-5764-dn-09-02-00110.pdf
Kohl, HW et al. The pandemic of physical inactivity: global action for public health. Lancet. 2012; 380(9838): 294-05.
Lima DF, Levy RB, Luiz OC. Recomendações para atividade física e saúde:
Consensos, controvérsias e ambiguidades. Rev Panam Salud Publica. 2014.
(3): 164-70.
Dourado CS, Santos EL, Romero Junior, Alcaide AR, Silva AS. Efeitos do exercício resistido sobre a força muscular de idosos: uma revisão de literatura. Revistainspirar • movimento & saúde. 2015;7(2):11-5.
Folstein MF, Folstein SE, Mchugh PR. Mini-mental state: a practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. J Psychiatr Res. 1975;12(3):189-98.
Bertolucci PHF, Brucki SMD, Campacci S. O mini-exame do estado mental em uma população geral: impacto da escolaridade. Arq Neurosiquiatr.1994;52(1):1-7.
Brucki SMD, Nitrini R, Caramelli P, Bertolucci PHF, Okamoto IH. Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq Neuropsiquiatr. 2003;61(3B):777-81.
Benedetti TRB, Mazo GZ, Barros MV. Aplicação do Questionário Internacional de Atividade Física para avaliação do nível de atividades físicas de mulheres idosas: validade concorrente e reprodutibilidade teste/reteste. Rev Bras Ciênc Mov. 2004;12(1):25-33.
Matsudo S, Araújo Timóteo, Matsudo V, Andrade D, Andrade E, Oliveira LC, Braggion G. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ): Estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil.Rev bras fis saúde; 2001;6(2):05-18.
Rikli RE, Jones CJ. Functional fitness normative scores for community-residing
Older adults, ages 60-94. J Aging Phys Act. 1999;7:162-81.
Matsudo SMM. Avaliação do Idoso: física & funcional. Londrina (PR): Midiograf; 2000.
SPSS 21,0; 2012© Copyright IBM Corporation 2012; IBM Corporation; Route 100; Somers, NY 10589.
Armitage P, Berry G. Estadística para la investigación biomédica, 3ª Edição Madrid: Harcourt Brace, 1997,593p.
Callegari-Jacques SM. Bioestatística: princípios e aplicações. Porto Alegre:Artmed;2003. 246p.
Santos SL, Soares MJGO, Ravagni E, Costa MML, Fernandes MGM, Desempenho da marcha de idosos praticantes de psicomotricidade. Rev Bras Enferm.2014; 67(4):617-22
Dátilo GMPA. Feminização do envelhecimento: porque as mulheres vivem mais?. In: Brabo TSAM, organizadora. Educação: mulheres, gênero e violência. Marília (SP): Cultura Acadêmica; 2015. p.181-93.
.Araujo CCR, Silveira C, Simas JPN, Zappelini A, Parcias SR, Guimarães ACA. Aspectos cognitivos e nível de atividade física de idosos. Saúde (Santa Maria), Santa Maria.2015; 41(2):193-02.
Chaves NS , Santos AM, Britto e Alves MTSS, Salgado Filho N. Associação entre declínio cognitivo e qualidade de vida de idosos hipertensos.Rev Bras Geriatr Gerontol. Rio de Janeiro. 2015; 18(3):545-56.
Melo DM, Barbosa AJG. O uso do Mini-Exame do Estado Mental em pesquisas com idosos no Brasil: uma revisão sistemática. Ciênc Saúde Coletiva. 2015;20(12):3865-76. (DOI: 10.1590/1413-812320152012.06032015).
Sachdev PS, Lipnicki DM, Kochan NA, Crawford JD, Thalamuthu A, Andrews G, et al. The Prevalence of Mild Cognitive Impairment in Diverse Geographical and Ethnocultural Regions: The COSMIC Collaboration. PLoS ONE. 2015; 10(11):
e0142388. DOI:10.1371/journal.pone.0142388
Oliveira DV, Araújo APS, Bertolini SMMG. Capacidade funcional e cognitiva de idosas praticantes de diferentes modalidades de exercícios físicos. Rev Rene. 2015 ; 16(6):872-80. DOI: 10.15253/2175-6783.2015000600014
Ferreira SDP. Atividade física e aptidão física funcional em pessoas idosas com défice cognitivo [dissertação] Évora. Portugal: Universidade de Évora; 2016.95p
Gao S, Unverzagt FW, Hall KS, KA, Murrell JR, Hake AM, Smith-Gamble V, Hendrie HC. Mild cognitive impairment, incidence, progression, and reversion: findings from a community-based cohort of elderly African Americans. Am J Geriatric Psychiatry. 2014;22(7): 670-81. DOI:10.1016/j.jagp.2013.02.015.
Watfa G, Husson N, Buatois S, Laurian MC, Miget P, Benetos A. Study of Mini-Mental State Exam evolution in community-dwelling subjects aged over 60 years without dementia. J Nutr Health Aging. 2011;15(10):901-4.
Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Atualizações científicas. Exame de marcadores biológicos. [Internet]. São Paulo,SP. [citado 31 out 2016]. Disponível em :http://www.abraz.org.br/sobre-alzheimer/atualizacoes-cientificas


