Os desafios da inclusão de crianças com Transtorno Opositor Desafiador (TOD) na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-037Keywords:
Transtorno Opositor Desafiador, criança, educação inclusiva, processo de ensino-aprendizagemAbstract
O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) possui como principais características diagnósticas o enfrentamento a figuras de autoridade e a transgressão de normas para a convivência em sociedade. Tais características impõem um desafio para escolas e professores quanto à educação e inclusão de alunos que apresentam o Transtorno. O objetivo deste estudo é elencar as principais características comportamentais do TOD e analisar quais implicações elas trazem ao ambiente escolar, assim como discutir formas de incluir tais alunos na escola. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura narrativa, baseada em materiais científicos das áreas de educação e psicologia. Como principais achados, tem-se que a criança com TOD frequentemente apresenta comportamentos desafiadores e opositivos, como recusa a obedecer a solicitações ou regras, impaciência, agressividade e indisciplina. Essas características dificultam a rotina escolar, configurando um obstáculo para professores e a comunidade escolar como um todo. Apesar da recomendação legal de inclusão deste aluno, por meio da Resolução CNE/CP nº1/2002 e da Lei 13.146/2015, verifica-se uma falta de formação acadêmica adequada e de informações específicas ao professor sobre como lidar com o TOD em sala de aula. Conclui-se, portanto, que a criança com TOD não é incluída totalmente na educação básica. Como recomendações para melhorar o processo de inclusão, tem-se: melhorar a formação dos professores, aumentando o número de disciplinas com temática inclusiva; oferta de formação continuada na área de inclusão; maior apoio do Estado por meio de políticas públicas que fomentam a inclusão de alunos com TOD e outras deficiências.
References
American Psychiatric Association – APA. (2023). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5-TR. 5ª ed, Texto Revisado. Porto Alegre: Artmed.
Brandão, M. L; Graeff, F. G. (2014). Neurobiologia dos transtornos mentais. 1ª ed. Editora Atheneu.
Brasil. (2015). Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
Bernardes, S. (2021). A Escola Na Contemporaneidade: Reflexões Sobre Diversidade e Inclusão. cap.14, em: Políticas Públicas na Educação e a Construção do Pacto Social e da Sociabilidade Humana 2.
Bezerra, et al. (2024). Transtorno Opositor Desafiador no contexto escolar: uma revisão de literatura. Revista Educação e Humanidades, ano 5, volume 5, número 1, p. 59-80. https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/reh/article/view/14143
Coimbra, C. L. (2020) - Os Modelos de Formação de Professores/as da Educação Básica: quem formamos? Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 45, n. 1, e91731, 2020. http://dx.doi.org/10.1590/2175-623691731
Conselho Nacional de Educação – CNE (2002). Resolução CNE/CP 1/2002. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf
Cosenza, R. M; Guerra, L. B. (2011). Neurociência e educação – Como o cérebro aprende. Porto Alegre: Editora Artmed.
Gatti, B. A. (2014). Formação Inicial de Professores para a Educação Básica: pesquisas e políticas educacionais. Estudos em Avaliação Educacional (Impresso), v. 25, p. 24-55. DOI: https://doi.org/10.18222/eae255720142823
Gatti, B. A. (2010). Formação de Professores no Brasil: Características e Problemas. https://www.scielo.br/j/es/a/R5VNX8SpKjNmKPxxp4QMt9M/
Machado, A. B. M. & Haertel, L. M. (2014). Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu. p. 261-268.
Organização das Nações Unidas – ONU (2006). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. https://www.mds.gov.br/webarquivos/Oficina%20PCF/JUSTI%C3%87A%20E%20CIDADANIA/convencao-e-lbi-pdf.pdf
Pletsch, M. D. (2009). A formação de professores para a educação inclusiva: Legislação, diretrizes políticas e resultados de pesquisas. https://www.scielo.br/j/er/a/VNnyNh5dLGQBRR76Hc9dHqQ/abstract/?lang=pt
Pontes, I. A. M. (2010). Atuação Psicopedagógica no Contexto Escolar: Manipulação, Não; Contribuição, Sim. https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0103-84862010000300011&script=sci_abstract
Senhoras, E. M.; Barros, M. P. (2023). Psicopedagogia: da teoria à empiria. Boa Vista/RR: Iole editora.
Teixeira, G. (2013). Manual dos Transtornos Escolares – Entendendo os problemas de crianças e adolescentes na escola. 1º ed. Rio de Janeiro: Best Seller. cap. 4, p. 22-26.
Tribéss, P. (2023). Crianças Opositivo Desafiadoras, Estratégias e Praticas para reverter comportamentos difíceis do TOD. (Recurso eletrônico) – 1.ed. – Massaranduba.
Viana, L. R.; Martins, M. G. T. (2022). Transtorno de Oposição Desafiante (TOD): Intervenção Cognitivo-Comportamental. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação-REASE. São Paulo, v. 8, n. 12. doi.org/10.51891/rease.v8i12.8024


