Hanseníase no Brasil: uma análise da literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n3-015Keywords:
Hanseníase no Brasil, vigilância em saúde pública, tratamento da HanseníaseAbstract
Introdução: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, bacilo gram-positivo e com grande poder de resistência ao álcool ácido. É descrita como uma doença infecciosa crônica e granulomatosa, e se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. O comprometimento dos nervos periféricos é a principal característica da doença, acometendo principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos. A transmissão do bacilo ocorre pelas vias respiratórias superiores e a sua atração primordial de invasão são as células de Schwann, que ficam localizadas no Sistema Nervoso Periférico (SNP). Objetivo: Esse estudo visa compreender e abordar um panorama geral da Hanseníase no Brasil, dando ênfase na epidemiologia, tratamento e profilaxia. Metodologia: Esse estudo consiste em uma revisão integrativa das bases de dados Pubmed, Scielo, Lilacs e Ministério da Saúde do Brasil, utilizando os descritores: “Leprosy”, “Hanseníase no Brasil” e “Mycobacterium leprae”. Foram excluídos artigos publicados há mais de 10 anos, resumos e artigos com metodologias inconclusivas. Discussão: Nos últimos cinco anos (2017 a 2021), foram diagnosticados no Brasil 119.698 casos novos de hanseníase. Do total de casos novos diagnosticados em 2022, 80,2% foram classificados como multibacilares. A hanseníase possui um longo período de incubação, podendo chegar até 10 anos. Isso torna a detecção da doença mais fácil na idade adulta. O tratamento medicamentoso é realizado com a associação de três antimicrobianos - rifampicina, dapsona e clofazimina - denominados de Poliquimioterapia Única (PQT-U). Para pacientes com hanseníase paucibacilar (PB), a duração é de seis meses. Já para os pacientes com hanseníase multibacilar (MB), a duração é de doze meses. Conclusão: A partir desse artigo, o qual visa revisar o panorama geral da hanseníase no Brasil nos últimos anos, nota-se que, embora seja uma doença curável e controlável, ainda persiste como um atual desafio de saúde pública no Brasil. É mister a realização da prevenção da Hanseníase por meio de um diagnóstico precoce e da educação pública.
References
Ministério da Saúde (BR). Boletim Epidemiológico de Hanseníase - Número Especial. Brasília: Ministério da Saúde; 2023 jan. 24 [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim_hanseniase-2023_internet_completo.pdf/view
Ministério da Saúde (BR). Boletim Epidemiológico de Hanseníase - Número Especial. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 jan. 23 [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2024/be_hansen-2024_19jan_final.pdf/view
Bif SM, Braga BW, Viana JC, Silvério ZEPT, Azzalin MB, Mendes TKFS, et al. Hanseníase no Brasil: desafios e avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento. Braz J Implantol Health Sci [Internet]. 2024 [citado 2025 mai. 4];6(1):418–37. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1153
Macêdo MS, Barbosa NS, Almeida PD, Melo JO, Cardoso JA, Araújo TME. Primary health care professionals’ practice in the face of leprosy: a scoping review. Rev Bras Enferm [Internet]. 2024 [citado 2025 mai. 4];77(2):e20230207. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/XBB99zHLVFnzvbdxR7Cjn6c/?lang=en
Ministério da Saúde (BR). Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase. Brasília: Ministério da Saúde; 2022 [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/publicacoes/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-da-hanseniase-2022/view
Ministério da Saúde (BR). Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024-2030. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/hanseniase/estrategia-nacional-para-enfrentamento-a-hanseniase-2024-2030/view
Araújo MG. Hanseníase no Brasil. Rev Soc Bras Med Trop [Internet]. 2003 [citado 2025 mai. 4];36(3):373–82. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/335vHvt6zgPfyXb7vnChvQJ/?lang=pt
Alves AKR, Nascimento MG, Brito LA, Silva EGC, Costa ASBF, Oliveira Junior I, et al. Fisiopatologia e manejo clínico da hanseníase: uma revisão da literatura. Res Soc Dev [Internet]. 2022 [citado 2025 mai. 4];11(9):e53811932217. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/32217
Hansen. Diagnóstico diferencial das manifestações neurológicas da hanseníase [Internet]. Info Hansen; 2015 [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://br.infohansen.org/produ%C3%A7%C3%B5es/livros/livro-hnpc/diagn%C3%B3stico-diferencial-das-manifesta%C3%A7%C3%B5es-neurol%C3%B3gicas-da-hansen%C3%ADase
Latrônico FCN, Nunes RD, Vitiritti B, Zancanaro V. Diagnóstico e tratamento da hanseníase: revisão interativa da literatura. Contrib Cienc Soc [Internet]. 2023 [citado 2025 mai. 4];16(11):25889–902. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/3026
Ministério da Saúde (BR). Tratamento da hanseníase [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; [citado 2025 mai. 4]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hanseniase/tratamento
Jesus ILR, Montagner MI, Montagner MÂ, Alves SMC, Delduque MC. Hanseníase e vulnerabilidade: uma revisão de escopo. Ciênc Saúde Colet [Internet]. 2023 [citado 2025 mai. 4];28:143–54. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/CmLqBCKP6rZjBFd79dgd8SR/?lang=pt


