Timoma tipo a de células fusiformes associado a aplasia eritrocitária pura - relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-394Keywords:
timoma, síndrome paraneoplásica, anemia crônicaAbstract
Embora seja referido como tumor mais frequente do mediastino anterior, com cerca de 20 a 30% de acometimento em indivíduos adultos, o timoma é um tumor considerado raro. Observa-se associação do timoma com outras doenças auto-imunes ou endócrinas grande parte dos pacientes. A miastenia gravis é a pricipal síndrome paraneoplásica e ocorre em cerca de 50% dos pacientes. A aplasia de células vermelhas ocorre em cerca de 5% dos pacientes. Apresentação do caso: Paciente masculino 53 anos, natural de Volta Redonda - RJ, comparece ao pronto socorro do Hospital São João Batista (HSJB), com queixa de dispneia aos pequenos esforços, cefaleia e edema de membros inferiores com piora há 2 dias. Paciente já estava em investigação ambulatorial de anemia crônica. No laboratório, o paciente apresentava série vermelha com hemoglobina de 4,4g/dl e hematócrito de 13 % e RDW de 16,8%. As tomografias computadorizadas de tórax e de pescoço evidenciaram massa em mediastino anterior direito e linfonodomegalias cervicais anteriores medindo cerca de 1,0 a 1,2cm. Foi dado prosseguimento na investigação com biópsia de medula óssea e biópsia da massa devido ao diagnóstico diferencial com linfoma. O exame anatomopatológico, foi sugestivo de timoma de células fusiformes do tipo A, confirmado pela imuno-histoquímica. Realizado tratamento cirúrgico, apresentou controle do quadro anêmico. Considerações finais: A timectomia possui efeitos favoráveis sobre diversas síndromes paraneoplásicas, como Miastenia gravis e aplasia pura da série vermelha. O atraso no diagnóstico do timoma quanto das síndromes paraneoplásicas, submete o paciente a fatores que podem alterar a morbimortalidade do caso. O diagnóstico e tratamento precoce são essenciais nos pacientes com timoma associado a aplasia de medula.
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