Sleeve gástrico com ou sem ressecção do antro: impactos na perda ponderal e no refluxo gastroesofágico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-373Keywords:
cirurgia bariátrica, ressecção antral, sleeve gástricoAbstract
A gastrectomia vertical laparoscópica (GVL) é amplamente empregada no tratamento da obesidade. No entanto, ainda há controvérsias quanto à melhor abordagem cirúrgica: preservação (PA) ou ressecção do antro (RA). A técnica com preservação do antro pode reduzir complicações como o refluxo gastroesofágico (DRGE), enquanto a ressecção do antro tem sido associada a uma maior perda de peso. Este estudo teve como objetivo comparar essas duas técnicas, avaliando sua eficácia e segurança em pacientes submetidos à GVL. Foram analisados ensaios clínicos randomizados que avaliaram perda ponderal e incidência de refluxo, com destaque para um estudo publicado na revista Obesity Surgery, complementado por publicações indexadas na base PubMed nos últimos cinco anos. Os dados demonstraram que o grupo submetido à RA apresentou maior perda de peso aos 3, 6 e 12 meses de seguimento, embora essa diferença não tenha se mantido significativa após dois anos. Não foram observadas diferenças relevantes entre os grupos quanto a complicações como DRGE, deiscência de grampos ou tempo cirúrgico. Estudos adicionais, no entanto, mostram resultados conflitantes em relação ao DRGE, influenciados por variáveis como a presença de hérnia de hiato. Conclui-se que a ressecção do antro oferece uma vantagem na perda ponderal em curto prazo, sem aumento dos riscos cirúrgicos imediatos. Entretanto, seus efeitos sobre o refluxo gastroesofágico e sobre os desfechos a longo prazo permanecem incertos. A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando os objetivos terapêuticos de cada paciente — como ênfase na perda de peso versus controle de sintomas de refluxo —, reforçando a necessidade de mais estudos para embasar decisões clínicas seguras e eficazes.
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