Aspectos relacionados à polifarmácia e à depressão em idosos
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-372Keywords:
polifarmácia, depressão, idosos, saúde mentalAbstract
O envelhecimento populacional tem impulsionado o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, favorecendo a ocorrência da polifarmácia entre idosos, condição associada a reações adversas, comprometimento funcional e impactos negativos na saúde mental, como a depressão geriátrica. Considerando a relevância do tema, objetivou-se avaliar o uso de polifarmácia e sua associação com o diagnóstico de depressão em idosos. Para tanto, realizou-se um estudo observacional, quantitativo, descritivo e de corte transversal, com base na análise de 496 prontuários de pacientes atendidos entre janeiro de 2019 e janeiro de 2020 em um ambulatório especializado em Saúde do Idoso, em Belém-PA. Os dados foram coletados por meio de instrumento estruturado, sendo analisados com testes qui-quadrado e exato de Fisher, considerando p ≤ 0,05 como estatisticamente significativo. Desse modo, a média de idade foi de 74 anos, com predominância da faixa entre 70 e 79 anos (38,5%) e do sexo feminino (75,2%). A prevalência de polifarmácia foi de 52%, sem associação com variáveis sociodemográficas. A depressão foi diagnosticada em 17,1% da amostra, sendo significativamente mais prevalente entre mulheres (p=0,018). Identificou-se associação entre depressão e polifarmácia (p=0,003), sendo que 22,1% dos idosos em polifarmácia apresentaram sintomas depressivos. Conclui-se que há elevada prevalência de polifarmácia entre idosos, associada ao aumento de sintomas depressivos, especialmente entre mulheres. Os achados reforçam a importância de estratégias clínicas interdisciplinares voltadas ao uso racional de medicamentos, com foco na saúde mental e funcionalidade do idoso.
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