Hipertensão arterial sistêmica: abordagem atual, diagnóstico e estratégias terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-368Keywords:
hipertensão arterial sistêmica, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamentoAbstract
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial e silenciosa que se configura como um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Sua etiologia envolve uma interação entre predisposição genética, fatores ambientais, alterações neuro-hormonais e disfunções na autorregulação vascular. Do ponto de vista fisiopatológico, destaca-se o aumento da resistência vascular periférica, associado a distúrbios no sistema renina-angiotensina-aldosterona e à disfunção endotelial, o que contribui para o remodelamento vascular e a manutenção dos níveis elevados de pressão arterial. O diagnóstico da HAS baseia-se principalmente na aferição correta da pressão arterial, seguindo protocolos padronizados, além da exclusão de causas secundárias. O uso de dispositivos automatizados e a monitorização ambulatorial ou residencial da pressão arterial têm se mostrado fundamentais para confirmar o diagnóstico e evitar o efeito do avental branco. No que se refere à abordagem terapêutica, a intervenção inicial deve privilegiar estratégias não farmacológicas, com destaque para a redução da ingestão de sódio, prática regular de atividade física, controle do peso corporal, cessação do tabagismo e moderação no consumo de álcool. Tais medidas são eficazes não apenas na prevenção, mas também no controle da HAS em seus estágios iniciais. Quando as modificações no estilo de vida não são suficientes, o tratamento farmacológico torna-se indispensável, sendo as classes mais utilizadas os inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores da angiotensina, diuréticos tiazídicos e bloqueadores dos canais de cálcio. O seguimento contínuo é essencial para avaliar a adesão terapêutica, o controle pressórico e os possíveis efeitos adversos dos medicamentos, além de ajustar o esquema terapêutico conforme necessário. Dessa forma, o manejo da HAS deve ser individualizado, multidisciplinar e orientado por evidências atualizadas.
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