Colecistectomia: abordagens cirúrgicas, complicações, impactos metabólicos e perspectivas futuras

Authors

  • Israel Andretto de Oliveira
  • Bruna Machado Felix
  • Carlos Lacerda Tovo Júnior
  • Igor Raphael Guilarducci Cerqueira
  • Letícia de Oliveira Zambeli

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-363

Keywords:

colecistectomia, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

A colecistectomia, procedimento cirúrgico destinado à remoção da vesícula biliar, configura-se como uma das intervenções abdominais mais realizadas em todo o mundo. Indicações frequentes incluem colelitíase sintomática, colecistite aguda, pólipos biliares e disfunção vesicular. Atualmente, a via laparoscópica é amplamente considerada o padrão-ouro, oferecendo menor tempo de internação, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. Em contrapartida, a abordagem aberta, embora menos utilizada, ainda encontra indicações específicas, especialmente em casos de anatomia complexa, infecção severa ou complicações intraoperatórias. Além disso, alternativas como drenagem percutânea ou tratamento clínico conservador podem ser consideradas em pacientes com alto risco cirúrgico, evidenciando a necessidade de individualização terapêutica. No que tange às complicações, embora a laparoscopia apresente um perfil de segurança elevado, eventos adversos como lesão de vias biliares, sangramentos, infecções e síndrome de Mirizzi pós-operatória podem ocorrer, sobretudo em procedimentos tecnicamente desafiadores. Estratégias como a obtenção da “visão crítica de segurança” e o uso de colangiografia intraoperatória têm sido fundamentais na prevenção dessas intercorrências. Além disso, estudos recentes têm enfatizado a importância da padronização na notificação de complicações, visando maior acurácia nos dados e aprimoramento contínuo das práticas cirúrgicas. Outro aspecto relevante refere-se aos impactos metabólicos da colecistectomia. Evidências sugerem uma possível associação entre a ausência da vesícula biliar e o aumento do risco de síndrome metabólica, disbiose intestinal, doença hepática gordurosa não alcoólica e distúrbios no metabolismo lipídico. Essas alterações podem estar relacionadas à modificação do fluxo biliar e à exposição contínua do intestino delgado aos ácidos biliares. Por fim, as perspectivas futuras incluem o aprimoramento das técnicas minimamente invasivas, a incorporação da cirurgia robótica e o uso de inteligência artificial na tomada de decisões clínicas. A tendência atual caminha para abordagens mais personalizadas, seguras e eficientes, sempre com foco na preservação da qualidade de vida e redução de riscos a longo prazo.

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Published

04/25/2025

How to Cite

OLIVEIRA, I. A. de; FELIX, B. M.; TOVO JÚNIOR, C. L.; CERQUEIRA, I. R. G.; ZAMBELI, L. de O. Colecistectomia: abordagens cirúrgicas, complicações, impactos metabólicos e perspectivas futuras. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e79238, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n2-363. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/79238. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Original Papers