Análise dos principais riscos ocupacionais enfrentados pelos anestesiologistas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-335Keywords:
anestesiologia, anestesistas, riscos ocupacionaisAbstract
Introdução: Os anestesiologistas desempenham o importante papel de aliviar a dor,
garantir a segurança e proporcionar conforto aos pacientes durante intervenções
terapêuticas e diagnósticas. Estudos recentes têm identificado níveis preocupantes de
exposição a condições que promovem, direta ou indiretamente, algum grau de prejuízo à
saúde. Objetivo: Analisar os principais riscos ocupacionais enfrentados pelos
anestesiologistas. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura,
conduzida nas plataformas PubMed e BVS, utilizando os descritores "Occupational risks/
Riscos ocupacionais" e "Anesthesiologist/ Anestesiologista" combinados pelo operador
booleano AND. Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos,
12 artigos foram selecionados na amostra final desse estudo. Resultados e discussão: Os
riscos podem ser organizados em seis categorias principais: riscos físicos, como
exposição a ruídos elevados, radiação ionizante e não ionizante, variações térmicas
inadequadas e iluminação insuficiente; riscos químicos, relacionados a gases anestésicos,
fumaça cirúrgica, medicações intravenosas e alérgenos como o látex; riscos biológicos,
incluindo contato com fluidos corporais e aerossóis contaminados, aumentando a
suscetibilidade a doenças infecciosas como hepatites, HIV e tuberculose; riscos
ergonômicos, causados por posturas inadequadas, trabalho repetitivo e design ineficiente
das salas cirúrgicas; riscos de acidentes, como eletrocussão, incêndios e explosões,
associados ao manuseio de equipamentos e materiais inflamáveis; e riscos psicossociais,
como síndrome de burnout e outros transtornos mentais decorrentes da natureza
estressante do trabalho, pensamentos suicidas e abuso de substâncias psicotrópicas.
Conclusão: No desempenho de suas funções diárias, os anestesiologistas enfrentam
diversos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, relacionados a acidentes e
psicossociais, que afetam em menor ou maior grau a saúde do profissional e, por extensão,
a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.
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