Explorando a epidemia silenciosa do uso indevido de psicofármacos entre futuros médicos: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-327Keywords:
estudantes de medicina, metilfenidato, anfetaminas, modafinil, prevalênciaAbstract
O uso de neuroestimulantes entre estudantes de Medicina tem aumentado nos últimos anos, impulsionado pela pressão acadêmica e pela busca por melhor desempenho cognitivo. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura para identificar a prevalência, os padrões de consumo e os principais motivos associados ao uso dessas substâncias. A revisão seguiu o protocolo PRISMA e utilizou o acrônimo PECO (População, Exposição, Comparação e Desfecho) para a formulação da pergunta norteadora. Foram incluídos estudos observacionais e revisões sistemáticas, publicados entre 2015 e 2025, nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS. A busca identificou um total de 194 estudos, dos quais 186 foram triados na primeira fase. Após a análise do texto completo, cinco estudos foram incluídos para análise qualitativa. Os dados revelaram uma prevalência do uso de neuroestimulantes de 5,2% a 68%. As substâncias mais utilizadas foram metilfenidato, modafinil e lisdexanfetamina, sobretudo em períodos de maior exigência acadêmica. Os principais motivos relatados incluíram melhora do desempenho cognitivo, redução do estresse e compensação da privação de sono. Os achados apontam para uma tendência crescente no uso dessas substâncias, relacionada a fatores psicossociais e à cultura acadêmica competitiva. O uso de neuroestimulantes entre estudantes de Medicina representa uma prática em ascensão, com potenciais riscos à saúde física e mental. Faz-se necessário que as instituições de ensino adotem estratégias preventivas e de suporte, visando à promoção de ambientes acadêmicos mais saudáveis e menos competitivos.
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