Análise epidemiológica do uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no município de Araçatuba no Período de 2018 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-321Keywords:
infecções por HIV, profilaxia pré-exposição, perfil epidemiológico, AIDS, prevenção, infecçãoAbstract
Introdução: A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia farmacológica que consiste na tomada diária de um comprimido prescrito legalmente por um profissional médico, enfermeiro ou farmacêutico especializado, com o objetivo de reduzir o risco de infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em pacientes pertencentes aos grupos de prioritários. Essa medida é vista como uma nova forma de prevenção para não contrair o HIV, um agravo de notificação compulsória. A PrEP é indicada para pacientes comprovadamente soronegativos que apresentam comportamento de risco sexual. Essa medicação foi recentemente implantada e aceita na lista de medicamentos aprovados e distribuídos de forma gratuita à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Objetivo: O estudo em questão tem como objetivo traçar o perfil epidemiológico dos pacientes em uso de PrEP na região de Araçatuba, a partir de dados fornecidos pelo Serviço Ambulatorial Especializado (SAE). A pesquisa busca fornecer dados à secretaria de saúde para otimizarem a implementação e ações aos públicos-alvo, diante dos atuais usuários. Métodos: Foi realizada uma pesquisa de natureza observacional, finalidade básica estratégica, quantitativa analítica, transversal e pesquisa documental. Resultados: Dos 101 pacientes da pesquisa em Araçatuba entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022, 73,27% relataram ter pênis como órgão genital de nascimento. Quanto à identidade de gênero, 71% se identificaram como homens CIS. A maioria (70,3%) dos pacientes se identificou como homossexual/gay/lésbica. Em relação à faixa etária, os adultos jovens representaram a maioria, com 29,7% entre 30-34 anos e 20,79% entre 25-29 anos. Dos pacientes, 61,39% eram brancos e 43,56% possuíam mais de 12 anos de estudo. Em relação à troca de sexo por incentivos, 38,61% negaram fazê-lo. Quanto ao uso de métodos contraceptivos de prevenção, 28,71% relataram usá-los sempre. Esses resultados fornecem uma visão significativa do perfil dos usuários da PrEP na região. Conclusão: concluiu-se por meio deste estudo que o perfil epidemiológico dos usuários da PrEP são homens, cisgênero, homossexuais/gays/lésbicas, adultos jovens, brancos e com nível educacional acima de 12 anos. A troca de sexo por dinheiro ou outros foi negada por muitos, enquanto o uso constante de métodos contraceptivos foi relatado por uma minoria.
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