Análise dos principais bloqueios regionais para analgesia perioperatória em cirurgia torácica
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-316Keywords:
analgesia torácica, anestesia torácica, cirurgia torácica, dor pós-operatóriaAbstract
Introdução: A dor pós-operatória em cirurgias torácicas é intensa e multifatorial, resultante de trauma muscular, retração costal, lesão de nervos intercostais e inflamação pleural. Essa dor interfere na ventilação pulmonar, na mobilização precoce e aumenta o risco de complicações como atelectasia e pneumonia, além de favorecer o uso excessivo de opioides. Nesse cenário, os bloqueios regionais têm surgido como estratégias eficazes no manejo perioperatório da dor, oferecendo vantagens como analgesia direcionada, redução no uso de opioides e melhora na recuperação pós-operatória. Objetivo: Analisar as evidências disponíveis sobre os bloqueios regionais da parede torácica para o controle da dor pós-operatória em pacientes submetidos a cirurgia torácica. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando artigos publicados nos últimos 5 anos nas plataformas PubMed e BVS. Os descritores incluíram termos como "regional anesthesia" (AND) "thoracic surgery”. Os critérios de inclusão abrangeram estudos clínicos e revisões sistemáticas sobre bloqueios torácicos, com foco em eficácia analgésica, segurança e complicações. Foram excluídos estudos duplicados, relatos de caso isolados e artigos fora do período definido. Resultados e Discussão: Os principais bloqueios regionais utilizados para o controle da dor pós-operatória em cirurgias torácicas incluem Analgesia Epidural Torácica (AET), Bloqueio Paravertebral (BPV), Bloqueio Do Plano Eretor da Espinha (BPEE), Bloqueio do Nervo Intercostal (BNI), Bloqueio Peitoral I (PEC I), Bloqueio Peitoral II (PEC II), Bloqueio Fascial Pectointercostal (BFPI), Bloqueio do Plano Torácico Transverso (BMTT) e Bloqueio do Plano Serrátil Anterior (BPSA). Essas técnicas demonstram benefícios variados, como alívio eficaz da dor, redução do consumo de opioides e diminuição do tempo de internação hospitalar. A AET permanece como o padrão-ouro devido à sua alta eficácia no controle da dor aguda; no entanto, está associada a complicações como inibição respiratória, náuseas, vômitos, retenção urinária, hipotensão, fraqueza muscular, hematoma epidural e infecção. O BPV desponta como uma alternativa viável de segunda linha, oferecendo analgesia satisfatória com menor frequência de complicações adversas em comparação à AET. Embora ainda haja escassez de estudos comparativos robustos entre os demais bloqueios, o BPEE tem se mostrado promissor, destacando-se por seu excelente desempenho analgésico, tanto somático quanto visceral, aliado à facilidade técnica de execução e a um perfil de segurança elevado, o que o torna uma opção relevante no manejo perioperatório da dor em cirurgias torácicas. Conclusão: Os bloqueios regionais demonstram eficácia no controle da dor pós-operatória em cirurgias torácicas, reduzindo o uso de opioides e promovendo recuperação precoce. A AET permanece o padrão-ouro, apesar de suas complicações, enquanto o BPV e o BPEE surgem como alternativas seguras e eficazes, com destaque para o BPEE devido à sua facilidade técnica e perfil de segurança.
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