Paralisia supranuclear progressiva: manifestações clínicas, aspectos fisiopatológicos, diagnóstico e manejo terapêutico

Authors

  • Fernanda Franklin Pedroso Moreira
  • Isabella Franklin Pedroso Moreira
  • Giovanna Detogni
  • Júlia Sousa Peixoto
  • Guilherme Soares Pinto
  • Gustavo Maurício Almeida Andrade
  • Sophia Calábria da Silveira
  • Maria Eduarda Ferreira Naves
  • Alisson da Silva Neves
  • Maria Clara Carvalho Coutinho
  • Silvia Cristina Gonçalves Campos

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-308

Keywords:

paralisia supranuclear progressiva, fisiopatologia, diagnóstico, tratamento

Abstract

A paralisia supranuclear progressiva (PSP), é uma doença neurodegenerativa relativamente rara, frequentemente manifestada na forma da síndrome de Richardson, caracterizada por paralisia do olhar vertical e instabilidade postural com quedas precoces. O único risco comum identificado dentre os pacientes é a idade avançada, em torno dos 63 anos. Apesar de ser tradicionalmente considerada esporádica, estudos genéticos identificaram a influência do gene MAPT na propensão à doença. A PSP pertence ao grupo das taupatias, devido ao acúmulo anormal da proteína tau no lobo frontotemporal, predominantemente pelas isoformas tau 4R. A etiologia, ainda indefinida, foi associada tanto a fatores genéticos como ambientais, incluindo exposição a toxinas e metais pesados. O diagnóstico é essencialmente clínico, porém é importante a associação a exames de imagem. O tratamento é sintomático, focado na melhoria da qualidade de vida. Levodopa, antidepressivos, antipsicóticos e toxina botulínica são possibilidades para sintomas específicos, além da associação de abordagem não farmacológica multidisciplinar para a máxima eficácia do tratamento. Ensaios clínicos voltados para a proteína tau também estão sendo realizados como alternativa de tratamento. A sobrevida média varia entre seis a nove anos, com progressão acentuada na fase avançada.

References

AMBONI, M. et al. Gait analysis may distinguish progressive supranuclear palsy and Parkinson disease since the earliest stages. Scientific Reports, v. 11, n. 1, p. 9297, 29 abr. 2021.

COUGHLIN, D. G.; LITVAN, I. Progressive supranuclear palsy: Advances in diagnosis and management. Parkinsonism & Related Disorders, v. 73, p. 105–116, abr. 2020.

DEBNATH, M. et al. Genetic and Epigenetic Constructs of Progressive Supranuclear Palsy. Annals of Neurosciences, v. 29, n. 2-3, p. 177–188, 1 abr. 2022.

FRANK, A. et al. MDS criteria for the diagnosis of progressive supranuclear palsy overemphasize Richardson syndrome. Annals of Clinical and Translational Neurology, v. 7, n. 9, p. 1702–1707, 31 jul. 2020.

GIAGKOU, N., et al. Progressive Supranuclear palsy. International Review of Neurobiology, Academic Press, 149, 49-86, 2019.

HOGLINGER, G. U. et al. Clinical diagnosis of progressive supranuclear palsy: The movement disorder society criteria. Movement Disorders, v. 32, n. 6, p. 853–864, 3 maio 2017.

SHIN, HW; HONG, SW; YOUN YC. Clinical Aspects of the Differential Diagnosis of Parkinson's Disease and Parkinsonism. J Clin Neurol. 2022 May;18(3):259-270. doi: 10.3988/jcn.2022.18.3.259. PMID: 35589315; PMCID: PMC9163948.

ROWE, JB; HOLLAND, N; RITTMAN, T. Progressive supranuclear palsy: diagnosis and management. Pract Neurol. 2021 Oct;21(5):376-383. doi: 10.1136/practneurol-2020-002794. Epub 2021 Jul 2. PMID: 34215700; PMCID: PMC8461411.

VANDEVREDE, L. et al. Four-Repeat Tauopathies: Current Management and Future Treatments. Neurotherapeutics, v. 17, n. 4, p. 1563–1581, 16 jul. 2020.

SENGUPTA, U.; KAYED, R. Amyloid β, Tau, and α-Synuclein aggregates in the pathogenesis, prognosis, and therapeutics for neurodegenerative diseases. Progress in Neurobiology, v. 214, p. 102270, jul. 2022.

Published

04/15/2025

How to Cite

MOREIRA, F. F. P.; MOREIRA, I. F. P.; DETOGNI, G.; PEIXOTO, J. S.; PINTO, G. S.; ANDRADE, G. M. A.; SILVEIRA, S. C. da; NAVES, M. E. F.; NEVES, A. da S.; COUTINHO, M. C. C.; CAMPOS, S. C. G. Paralisia supranuclear progressiva: manifestações clínicas, aspectos fisiopatológicos, diagnóstico e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e79017, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n2-308. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/79017. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers