Vitamina D e esclerose múltipla: uma relação entre imunidade, ambiente e saúde
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-286Keywords:
Vitamina D, esclerose múltipla, suplementação, neurociência, genéticaAbstract
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, cuja patogênese está relacionada a fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A vitamina D tem sido amplamente investigada devido às suas propriedades imunomoduladoras e antioxidantes, que podem impactar o manejo da doença. Este trabalho tem como objetivo revisar e sintetizar as evidências sobre os efeitos da vitamina D em pacientes com EM, considerando suas influências na atividade inflamatória, neuroproteção e qualidade de vida. Para tanto, procede-se a uma revisão integrativa da literatura, analisando estudos recentes e relevantes sobre o papel da suplementação de vitamina D no manejo clínico da EM. Entre os resultados, destacam-se os benefícios na redução da frequência de surtos, melhora de marcadores inflamatórios e potencial impacto na estabilização da progressão da incapacidade. Contudo, a relação entre a vitamina D e parâmetros clínicos específicos, como a Escala de Incapacidade Expandida (EDSS) e a atividade de lesões observadas por ressonância magnética, permanece inconclusiva. Observa-se que a vitamina D é uma intervenção promissora, porém sua aplicação requer personalização, considerando fatores como níveis basais séricos e predisposição genética. Conclui-se que, apesar dos avanços, são necessários ensaios clínicos mais robustos para determinar as doses ideais e os efeitos a longo prazo, consolidando sua utilização como terapia complementar no tratamento da EM.
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