Vitamina D e esclerose múltipla: uma relação entre imunidade, ambiente e saúde

Authors

  • Alexandre Costa Toniato Filho
  • Luciano Azevedo Duarte
  • Carlos Elias Conti Filho
  • Isabelly França Loss
  • Alerson Modesto de Oliveira
  • Alexandrino Schulz Chiabai
  • Matheus Guio Ferreira Silva
  • João Pedro Fafá Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-286

Keywords:

Vitamina D, esclerose múltipla, suplementação, neurociência, genética

Abstract

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, cuja patogênese está relacionada a fatores genéticos, ambientais e imunológicos. A vitamina D tem sido amplamente investigada devido às suas propriedades imunomoduladoras e antioxidantes, que podem impactar o manejo da doença. Este trabalho tem como objetivo revisar e sintetizar as evidências sobre os efeitos da vitamina D em pacientes com EM, considerando suas influências na atividade inflamatória, neuroproteção e qualidade de vida. Para tanto, procede-se a uma revisão integrativa da literatura, analisando estudos recentes e relevantes sobre o papel da suplementação de vitamina D no manejo clínico da EM. Entre os resultados, destacam-se os benefícios na redução da frequência de surtos, melhora de marcadores inflamatórios e potencial impacto na estabilização da progressão da incapacidade. Contudo, a relação entre a vitamina D e parâmetros clínicos específicos, como a Escala de Incapacidade Expandida (EDSS) e a atividade de lesões observadas por ressonância magnética, permanece inconclusiva. Observa-se que a vitamina D é uma intervenção promissora, porém sua aplicação requer personalização, considerando fatores como níveis basais séricos e predisposição genética. Conclui-se que, apesar dos avanços, são necessários ensaios clínicos mais robustos para determinar as doses ideais e os efeitos a longo prazo, consolidando sua utilização como terapia complementar no tratamento da EM.

References

Ascherio, A., & Munger, K. L. (2007). Environmental risk factors for multiple sclerosis. Part II: Noninfectious factors. The Lancet Neurology.

Bahmani, E., et al. (2022). The effect of home-based aerobic training and vitamin D supplementation on fatigue and quality of life in patients with multiple sclerosis. Science & Sports.

Botti, H. C. de M., Almeida, A. B. G. de, Silva, G. D. da, et al. (2024). Epigenética e Esclerose Múltipla: Mecanismos e Associações. Revista Foco, 17(7), 1-17. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n7-150.

Brum, D. G., et al. (2014). Suplementação e uso terapêutico de vitamina D nos pacientes com esclerose múltipla: Consenso do Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN. Arquivos de Neuropsiquiatria.

Correia, M. P., & Costa-Pereira, A. (2020). Vitamina D e esclerose múltipla: revisão sistemática. Revista Portuguesa de Neurologia.

Dawson-Hughes, B., et al. (2005). Estimates of optimal vitamin D status. Osteoporosis International, 16(7), 713-716.

Faiola, R., Tyszka, G. S., & Besson, J. C. F. (2022). Influência da imunomodulação da vitamina D no tratamento complementar da esclerose múltipla. Brazilian Journal of Development.

Hauser, S. L., & Oksenberg, J. R. (2016). The Neurobiology of Multiple Sclerosis: Genes, Inflammation and Neurodegeneration. Neuron, 52(1), 61-76.

Holick, M. F. (2007). Vitamin D deficiency. New England Journal of Medicine.

Ismailova, K., et al. (2019). Vitamin D in early life and later risk of multiple sclerosis—A systematic review, meta-analysis. PloS One, 14(8), 29. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0223689.

Lafi, Z. K., Mohammed, B. J. (2024). Relationship between VDR Genotypes and IL18 Gene Expression in MS Patients. Human Antibodies.

Magalhães, J. V., & Rodrigues, M. A. C. (2023). Mecanismos de imunomodulação desencadeados pela vitamina D na esclerose múltipla.

Marques, C. D. L., et al. (2010). A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Revista Brasileira Reumatologia, 50(1), 67-80.

Nogueira, R. A., Marques, C. B. S., Gomes, A. C. C., et al. (2021). A vitamina D e desempenho imunológico: uma perspectiva dentro da esclerose múltipla. Research, Society and Development, 10(15), e246101522575. DOI: 10.33448/rsd-v10i15.22575.

Pierrot-Desseilligny, C., & Souberbielle, J. (2017). Vitamin D and Multiple Sclerosis: An update. Journal Elsevier, 14, 35-45.

Pinto, L. L. M., et al. (2024). O uso da vitamina D na terapia clínica da esclerose múltipla: revisão de literatura integrativa. Journal of Medical and Biosciences Research.

Robyn, L., et al. (2015). Ultraviolet radiation, vitamin D and multiple sclerosis. Future Medicine, 5(5), 48-53.

Smolders, J., et al. (2008). Vitamin D as an immune modulator in multiple sclerosis. The Lancet Neurology.

Smolders, J., et al. (2011). Vitamin D as an immune modulator in multiple sclerosis, a review. Journal of Neuroimmunology, 194(1-2), 7-17.

Stoiloudis, P., Kesidou, E., Bakirtzis, C., et al. (2022). The Role of Diet and Interventions on Multiple Sclerosis: A Review. Nutrients, 14(6), 1150. DOI: 10.3390/nu14061150.

Szodoray, P., et al. (2008). O papel complexo da vitamina D nas doenças autoimunes. Scandinavian Journal of Immunology, 68(3), 257-264.

Yu, X.-H., Lu, H.-M., Li, J., et al. (2024). Association between 25(OH) vitamin D and multiple sclerosis: cohort, shared genetics, and causality. Nutrition Journal, 23(151). https://doi.org/10.1186/s12937-024-01059-4.

Published

04/11/2025

How to Cite

TONIATO FILHO, A. C.; DUARTE, L. A.; CONTI FILHO , C. E.; LOSS, I. F.; OLIVEIRA, A. M. de; CHIABAI, A. S.; SILVA, M. G. F.; GUIMARÃES, J. P. F. Vitamina D e esclerose múltipla: uma relação entre imunidade, ambiente e saúde. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 8, n. 2, p. e78962, 2025. DOI: 10.34119/bjhrv8n2-286. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/78962. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers