O impacto do uso excessivo de telas no sono e neurodesenvolvimento infantil: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv8n2-266Keywords:
tempo de tela, qualidade do sono, transtornos do sono-vigília, transtornos do neurodesenvolvimento, revisão sistemáticaAbstract
Introdução: O sono é um dos principais mecanismos para o desenvolvimento neurológico, principalmenteno público infanto-juvenil. Entretanto, o aumento do uso de aparelhos eletrônicos por essa população gerou consequências no sono que necessitam de melhor avaliação. Objetivo: Avaliar, por meio de uma revisão sistemática, os impactos do uso excessivo de telas no sono e no neurodesenvolvimento de crianças e adolescentes. Metodologia: Seguindo diretrizes PRISMA e o Manual Cochrane, foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Embase e Cochrane Library. Incluímos estudos com público infantojuvenil sobre uso de dispositivos eletrônicos com desfechos relacionados ao sono e desenvolvimento. Critérios de exclusão abrangeram relatos de casos, revisões e estudos sem desfecho de interesse. Resultados: O uso excessivo de telas afeta negativamente o sono e o neurodesenvolvimento de crianças e adolescentes. A exposição prolongada à luz azul emitida por dispositivos eletrônicos interfere na produção de melatonina, dificultando o início do sono e reduzindo sua qualidade. Além disso, o uso compulsivo de dispositivos pode prolongar a latência do sono e diminuir sua duração, causando impacto no ciclo circadiano. Isso contribui para o desenvolvimento de distúrbios do sono e afetam negativamente o desenvolvimento cognitivo, emocional e comportamental. Conclusão: Destaca-se a importância do monitoramento parental para limitar o tempo de tela, promovendo hábitos de sono saudáveis e minimizando impactos negativos no neurodesenvolvimento durante fases críticas de crescimento.
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